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Que Você Me Silencie, Mas Não Me Bloqueie!

Que Você Me Silencie, Mas Não Me Bloqueie!

Uma pesquisa realizada em 2013 pelo jornal inglês, Sunday Times, revelou que os maiores medos das pessoas são: falar em público (41%), desequilíbrio financeiro (21%) e de morrer (19%). Particularmente, não me incluo no grupo que tem medo de falar em público porque, quem me conhece sabe bem que, falar para meus alunos em sala de aula ou para qualquer tamanho de plateia quando dou uma palestra é um dos meus maiores prazeres na vida.

O desequilíbrio financeiro é realmente um grande receio, mas receá-lo não resolve absolutamente nada. Ao contrário, mudar de atitude, tomar decisões diferentes, quebrar paradigmas podem equilibrar a balança da sua realidade financeira e, muitas das vezes, até em curtíssimo prazo.

Da morte, não tenho o menor medo. Esta é a única certeza e verdade absoluta na qual acredito e, desde que tive o diagnóstico de Esclerose Múltipla, potencializei ainda mais a minha percepção do aqui e agora. Viver cada dia como um presente tem me tornado uma pessoa mais grata e feliz. Medo da morte não tenho, mas tenho pena! Sinto muito se morrer cedo porque adoraria viver como minha amada avó que do alto dos seus 92 anos é uma das pessoas mais lúcidas e saudáveis que conheço.

Porém tenho um medo que ainda não trabalhei em nenhuma sessão de análise e hoje especialmente veio à tona com uma mensagem do whatsapp de um amigo. Meu grande medo e, talvez até o maior de todos, é de ser uma pessoa inconveniente, invasiva, “una persona non grata”. Por algum motivo que realmente não sei qual é, sinto muito quando percebo que estou incomodando ou que não sou bem-vinda em algum lugar ou por algumas pessoas.

Obvio que não é possível ser aceita, querida ou amada por todos. Nem Jesus Cristo conseguiu este feito, não é? Nesta semana, enviei uma mensagem para algumas pessoas pelo whatsapp às 7h00. Provavelmente, muitas ficaram putas com minha mensagem, mas apenas uma me disse: “Nunca acordo antes das 7h30 e não fico de bom humor quando me acordam com mensagens. Não faz mais isso, porra!”. Uauuuu! Num primeiro momento, foi como se tivesse levado um forte tapa na cara. Senti uma dor e um incômodo terríveis.

Não imaginava que pudesse estar causando um mal ou desconforto tão grande a uma pessoa e ainda mais deixando o início da semana dela desagradável. Imediatamente, me desculpei e pedi perdão. Sinceramente, não queria ter incomodado aquela pessoa ou quem quer que fosse. Num segundo momento, entretanto, refleti sobre o fato e fiquei pensando mais uma vez sobre o poder das escolhas. Quando escrevi o artigo, Sou Múltipla porque não sou esclerosada, abordei exatamente este tema e fiquei imensamente realizada quando tive a notícia de que tinha sido o artigo mais lido do mês de setembro da Fanpage da Cloud Coaching.

O artigo trata exatamente do poder das escolhas e agora, pensando sobre a fala do meu amigo, vejo o quanto não tomamos a rédea de situações mais elementares, não nos apropriamos das ferramentas que temos a ponto de fazê-las trabalhar a nosso favor para não nos incomodar e não fazermos as escolhas conforme as nossas vontades. Se a pessoa sabe que fica de mal humor com mensagens que podem chegar a qualquer hora do dia, da noite ou da madrugada, ela pode facilmente desligar o acesso aos aplicativos.

No Iphone, basta ir em Ajustes, Dados do Celular e desligar o acesso ao whatsapp, por exemplo. Você pode bloquear todos os dias à noite e liberar no dia seguinte. As mensagens que lhe forem enviadas de madrugada não lhe incomodarão e, ao desbloquear, todas chegarão e você poderá abrir e ler as que desejar. Em outros aparelhos, acredito que o procedimento é o mesmo. Fato é que mais uma vez, reforço a minha convicção do quanto é importante termos consciência do poder que temos sobre absolutamente TUDO o que nos faz bem ou não.

A partir do autoconhecimento, ou seja, de reconhecer o que sou e o que não sou, o que gosto e o que não gosto, o que me faz bem e o que não me faz bem, torno-me apta a fazer escolhas e tomar decisões a meu favor. A grande pergunta é: qual o poder que tenho sobre as minhas escolhas e qual o poder tenho sobre a ação do outro? Parece-me que respondê-la faz toda a diferença. Neste caso, especificamente, quantas vezes vou me aborrecer com as pessoas que me mandam mensagens equivocadas ou indesejadas?

Mas, se tenho o controle sobre o meu celular, vou fazer a gestão de uso dele de forma que sirva exclusivamente a mim, aos meus interesses e ao meu bem-estar. Claro que não é possível controlar e prevenir todos os aborrecimentos da vida e eles nos ensinam muito, mas uma vez aprendida a lição como nesse caso, posso controlar os horários que deixarei meu whatsapp aberto, posso bloquear as pessoas com as quais não desejo esse tipo de contato… enfim, posso administrar a minha felicidade e os meus aborrecimentos.

Ter o poder de fazer com que as “coisas” nos sirvam e não nos tornarmos “escravos” delas é o mais legitimo e significativo poder. Quero dizer ao meu amigo que adorei a intervenção dele porque poucas são as pessoas sinceras e que têm coragem de dizer o que sentem. Apesar de ter ficado triste, principalmente comigo mesma por ter-lhe aborrecido, foi uma lição que eu já sabia, mas não praticava com tamanha ética e responsabilidade. Observar o comportamento e as mudanças que as redes sociais e, em especial, o whatsapp têm me causado interesse particularmente.

Hoje, reforço meu entendimento de que mensagens não urgentes, não importantes e, principalmente, propagandas devem ser enviadas dentro de horário comercial. Por isso, adotarei a partir de agora, a política de enviar somente no período das 8h00 às 19h00. E a gratidão… como me faz bem! Essa é talvez a melhor escolha que faço diariamente.

Termino esse artigo sentindo uma gratidão enorme pelo meu amigo que fez despertar para aquilo que pode ser incômodo para tanta gente, gratidão por me fazer rever as minhas práticas, gratidão por me fazer numa manhã de segunda-feira repensar sobre minhas próprias escolhas, sobre meus relacionamentos, sobre os meus verdadeiros desejos. Obrigada, meu querido amigo. Espero que você até me silencie por algumas horas na sua madrugada, mas que eu jamais me torne uma “persona non grata” que você bloqueie.

Empoderamento Feminino: O Que Você Tem A Ver Com Isso?

Empoderamento Feminino: O Que Você Tem A Ver Com Isso?

O médico canadense Gabor Maté é um especialista em doenças terminais, especialmente drogadição e HIV, e autor de livros que tratam de deficit de atenção, estresse, desordem e doenças crônicas. Em sua palestra para o TED Talk, intitulada “O poder do vício e vício pelo poder”, ele tratou de um tema que tanto me interessa e sobre o qual tenho escrito, estudado, palestrado e dado cursos: o empoderamento.

Empoderamento é uma palavra que ainda não encontramos nos dicionários brasileiros, vem de Empowerment do inglês, e não raras são as vezes que percebo as pessoas virarem a cara ou não entenderem exatamente do que isso se trata. Pior fica a cara quando falamos de empoderamento feminino e os comentários passam sempre para uma certa ridicularização do feminismo. “La vem essa conversa de feminismo”, dizem homens e mulheres que ainda acham que feministas são mulheres que querem se vestir e se comportar como homens. Mais assustador ainda é quando os comentários são do tipo, “lugar de mulher é na cozinha”, ou mais sério e preocupante, quando mesmo diante de um caso de estupro coletivo, várias pessoas tentam justificar o ato no comportamento da mulher estuprada que é julgada pelas roupas que veste ou pela liberdade que tem. Neste sentido, entendo que o empoderamento feminino deve ser a palavra de honra do momento e um coletivo entendimento de que nos empoderaremos quando potencializarmos as competências das mulheres, reconhecendo as nossas diferenças e não repetindo um modelo masculino que não nos cabe.

 

Na sua fala, o Dr. Maté, diz que “Buda e Jesus foram, ambos, tentados e lhes oferecido o poder. Ambos disseram NÃO porque ambos tinham o poder dentro deles.” Definitivamente, a melhor definição de poder com a qual me deparei e da qual compartilho e acredito desde que comecei a trabalhar com empoderamento feminino. Sócrates dizia, “Conheça a ti mesmo”, ainda um aforismo grego e uma das máximas de Delfos, é na verdade um convite para autoconhecimento numa viagem para o seu eu interior e para que passemos a nos ocupar mais de nós mesmos do que das riquezas, da fama ou do poder como o conhecemos e que está ligado muito mais à capacidade de influenciar através da manipulação moral, intelectual ou econômica e opressão do outro.

Na perspectiva do autoconhecimento, o poder é conquistado quando damos seiva e alimento às raízes que nos sustentam e nos fazem resistir às tempestades, tentações, tribulações que são inerentes à vida de qualquer ser. A diferença entre quem se empodera a partir de um profundo e continuo exercício de potencializar suas virtudes, enxergando as oportunidades que poderá abraçar ao transformar suas fraquezas e limitações em forças e aquele que tem o “vicio pelo poder” a qualquer preço movido por vaidade, ganâncias e uma perversa e desenfreada ambição é o que dará ao primeiro a paz, a felicidade e a sustentabilidade que lhe permitirá fazer as melhores e mais assertivas escolhas. Neste sentido, o empoderamento é sistêmico uma vez que se faz necessária a busca do equilíbrio em todas as áreas de nossas vidas e o trabalho de Coaching é um grande aliado na condução do processo de autoconhecimento. A pessoa verdadeiramente empoderada é aquela que consegue determinar para si mesma quais são os seus padrões e compreende quais são a sua essência e valores.

Na roda da vida, que nos move em direção à plenitude, devemos avaliar, em primeiro lugar, como estão nossas saúdes física, emocional, intelectual, espiritual, financeira, dos nossos relacionamentos, se estamos satisfeitos ou se almejamos algo diferente e o que fazer para atingirmos o patamar que desejamos. Em tempos de redes sociais onde as pessoas se apresentam lindas, ricas, amadas, realizadas e felizes e onde há uma completa e perversa padronização de modelos, na grande maioria das vezes, fictícios que mascaram a realidade e ao contrário de empoderar enfraquecem e até mutilam as pessoas, é urgente que busquemos nos conhecer na nossa essência e no que podemos e queremos ser. Empoderamento está diretamente ligado a uma elevada autoestima, na qual eu me reconheço como única e diferente com virtudes e belezas próprias que não me fazem melhor nem pior que ninguém.

Empoderamento é um processo de autorresponsabilidade e controle sobre nossas vidas. Ter poder é não transferir para o outro a responsabilidade sobre a sua felicidade ou bem-estar, mas assumir a autoria da história que você escreve. Empoderar-se é ter controle financeiro, por exemplo, que lhe garanta tranquilidade para levar a vida que deseja levar; é ter controle emocional que lhe permita enfrentar grandes desafios com equilíbrio, sem desesperos ou descontroles; é cuidar da sua saúde física que lhe garanta a disposição e independência necessárias para realizar as tarefas que precisa ou deseja; é perceber qual é o seu papel em cada um dos seus relacionamentos e torná-los cada vez mais saudáveis e prazerosos dependendo do quanto você se ama, se conhece e se respeita em primeiro lugar sem transferir para o outro a responsabilidade de lhe fazer feliz.

Enquanto olharmos no espelho e perguntarmos a ele: “existe alguém mais bela do que eu”, ele sempre dirá que sim. Sempre haverá uma branca de neve que nos cegará e não nos permitirá enxergar a nossa verdadeira beleza ou uma bruxa que irá nos torturar e nos fazer acreditar que não merecemos o melhor. Empoderar é olhar para o espelho que nos revela a mulher mais bela que somos e podemos ser. É termos a coragem de dizer e acreditar que somos poderosas porque temos o conhecimento de quem somos, onde estamos e uma certa clareza de onde, como, com quem queremos estar. Empodere-se e não tenha medo de dizer: EU SOU PODEROSA! Porque você tem tudo a ver com isso.

Sou Múltipla Porque Não Sou Esclerosada!

Sou Múltipla Porque Não Sou Esclerosada!

“Eu sou o homem vivo mais feliz. Eu tenho algo em mim que pode converter pobreza em riqueza, adversidade em prosperidade. Eu sou mais invulnerável que Aquiles. O azar não tem como me atingir”
(Sir Thomas Brown, 1642)

Ao procurar no Google a palavra “felicidade”, 60.900.000 são os resultados encontrados. Um número que me parece bastante expressivo para algo tão subjetivo. Fato é que as pessoas procuram e desejam felicidade, mas muito poucas parecem encontrá-la. O dicionário Aurelio define felicidade como sendo “um concurso de circunstâncias que causam ventura; estado da pessoa feliz; sorte; ventura, dita; bom êxito; a felicidade eterna: a bem-aventurança. Ja o site dicionarioinformal.com.br traz essa definição e uma opinião; “A felicidade é um sentimento passageiro. Acredito que ninguém seja completamente feliz. Existem momentos tristes e felizes. Sentimos felicidade quando esquecemos os fatos ruins. (mesmo que seja por segundos). A mesma coisa acontece com a tristeza! Só sentimos quando esquecemos todos os bons motivos para sermos felizes.”

Na minha experiência pessoal e em atendimentos de Coaching com pessoas de idades, sexo, religiões, credos, escolaridade e condição socio-econômicas diferentes, tenho desenvolvido uma percepção um tanto quanto diferente das definições que encontrei nesses dois dicionários. Minha percepção é, de certa forma, empírica e vivencial, mas tem também embasamento em estudos de neurociências e psicologia positiva que são áreas do conhecimento de extrema importância e relevância para o trabalho sério de um Coach.

 

Estudos de neurociências mostram que as pessoas mais felizes desenvolvem maior atividade no córtex pré-frontal esquerdo, ligado às emoções e sentimentos positivos e pessoas mais deprimidas no córtex pré-frontal direito. Uma pesquisa em Harvard, desenvolvida pelo investigador e psicólogo Dan Gilbert (em 2004), mostra que podemos “fabricar” a felicidade através de certas simulações. Em um artigo publicado em 2014, intitulado “Gratidão e Felicidade’, a neurocientista, Dra. Suzana Herculano-Houzel, aponta que: “No caso das emoções morais positivas, contudo, um achado é particularmente interessante: não importa se a causa do bom resultado é você mesmo ou outra pessoa; em ambos os casos há ativação do sistema de recompensa do cérebro, que nos deixa instantaneamente felizes e satisfeitos. Pensar em algo de bom que nos fizeram é, portanto, uma maneira tão eficaz de nos deixar felizes como fazer algo de bom a nós mesmos. A gratidão, portanto, leva à felicidade.”

A pesquisadora Barbar Friedricson da Universidade de Michigan, desenvolveu um trabalho que aponta que as emoções positivas como otimismo e alegria tem um impacto na vida do cidadão que vai muito além do bem-estar. Pessoas mais felizes são mais criativas, tolerantes, abertas a novas ideias. O psicólogo Mihaly Csikszentmihalyi desenvolveu o conceito de Flow que trata da motivação intrínseca e aponta que as pessoas altamente emotivas são pessoas não só mais felizes, mas altamente independentes e não precisam ser monitoradas ou estimuladas o tempo todo.

No ano de 2009, fui diagnosticada com um quadro de Esclerose Múltipla, uma doença neurológica, crônica e autoimune que provoca lesões cerebrais e/ou medulares e pode manifestar vários sintomas desde fadiga crônica à perda de movimentos. Tive dois surtos, um em 2009 e um em 2010, que me levaram a internações e altas dosagens de corticóides. Ao ser diagnosticada e, como ja tinha minhas outras duas irmas mais novas diagnosticadas anos antes, a doença não era desconhecida e convivia com pessoas saudáveis apesar de submetidas a um tratamento que exige aplicação de medicação subcutânea para o resto da vida. Desde então, decidi que faria a escolha de ter controle sobre minha doença e num profundo exercício de autoconhecimento desenvolvi a capacidade de controlar minhas emoções negativas e, consequentemente o estresse, que é um dos gatilhos para novos surtos da doença. Desde 2010, nunca mais desenvolvi qualquer sinal da doença mesmo tendo optado por não fazer o tratamento tradicional com aplicação das injeções.

O que tenho feito para ser uma pessoa cada dia mais saudável e feliz? Em primeiro lugar, acredito que tenho uma capacidade de resiliência intrínseca e atribuo a uma herança genética de minha avó materna e meu pai. Pessoas altamente resilientes que enfrentaram desafios e dificuldades com muito otimismo e gratidão, sem se tornarem vítimas e nunca as vi reclamarem da sorte, mas sim agirem para mudar as circunstâncias desfavoráveis.

No ano de 2014, fui desafiada por um movimento de Flavia Melissa chamado “300 dias de gratidão” a registrar diariamente nas redes sociais a minha gratidão. O registro diário e no final do dia, me fez exercitar um retrospecto diário sobre todos os acontecimentos e o mais interessante foi que desenvolvi uma capacidade ainda maior de agradecer os momentos difíceis e ruins, desenvolvendo uma enorme habilidade de entender o propósito e o aprendizado de cada situação. Nestes 300 dias, vivi um divórcio litigioso difícil, a morte do meu pai, uma mudança profissional drástica, uma cirurgia de descolamento de retina e sérias dificuldades financeiras. Por todas as situações, passei com a calma e tranquilidade necessárias que me fizeram entender o quanto o controle emocional me deixava uma pessoa melhor, não só para mim mesma, mas também para todos que me cercavam. A gratidão me fez enxergar as situações e as pessoas com muito mais empatia e generosidade o que me deu uma dimensão muito menor dos meus problemas. Alem disso, desenvolvi uma rotina ainda maior e diária de meditação e oração.

A doença também me fez mudar hábitos alimentares e de vida. Fui praticante de Yoga por mais de 12 anos, mas entrei num processo de atividades físicas bem mais intenso. Para fortalecer minha musculatura, precisava intensificar as atividades na academia e além da musculação descobri um enorme prazer no Spinning e depois nas corridas de rua. Nestes últimos quase 3 anos, eliminei 17 quilos do meu peso e me sinto cada dia mais saudável e feliz. Estudos apontam que as atividades físicas intensas, principalmente que geram suor e maior esforço físico, regulam as substâncias do cérebro que geram bem-estar como a Endorfina.

Como Coach e portadora de Esclerose Múltipla, posso testemunhar que o trabalho de autoconhecimento, disciplina, gratidão, aliados à alimentação saudável e exercícios físicos devam ser a chave para a felicidade. Felicidade que é um estado de plenitude mesmo diante de situações difíceis e desafiadoras. Ser feliz não é um estado de euforia e alegria eternas, mas é a capacidade, inclusive, de viver profundamente as nossas tristezas e “lutos” com a intensidade e no momento oportuno, mas resignificando-os com a resiliência necessária que nos permite ter um olhar de entendimento dos porquês que a vida nos oferece para que sejamos pessoas cada dia melhores.

O grande aprendizado pelo qual tenho passado todos os dias de minha vida é o de que a Felicidade é uma escolha diária. Sou Múltipla porque fiz a escolha de Não Ser Esclerosada. Sou autora da minha vida e não vítima. Autora de uma história que escrevo porque o papel e a caneta estão nas minhas mãos.

Que você escolha agora e todos os dias ser Feliz!

Você Tem Feito A “Gestação” Da Sua Vida?

Você Tem Feito A “Gestação” Da Sua Vida?

A ideia deste artigo veio de uma longa conversa (muito cabeça, diga-se de passagem) com uma amiga, psicóloga e grande parceira, que desenvolve um trabalho do feminino há mais de 20 anos, quando ainda o assunto não estava tão em voga como hoje. Discutíamos sobre um curso que estamos construindo a quatro mãos e, num dado momento, veio a discussão sobre o significado da palavra Gestão para cada uma de nós. A ideia que mais gostamos foi a de que gestão deva ter a mesma origem etimológica da palavra gestação. E aí, nos deliciamos com todas as emoções, sentimentos e sentidos que essa palavra e momentos nos tocam. E, é claro, mais ainda por ser uma palavra tão ligada ao feminino e à mulher.

Uma vez que você se descobre gestora ou grávida, uma série de transformações acontece, primeiramente internas e depois externas. Mudanças de hábitos e uma nova percepção do mundo inevitavelmente fazem com que passemos a nos preocupar não só com o nosso próprio bem-estar, conforto, segurança, mas também do outro. Os cuidados diários que garantam que aquele feto se torne um bebê saudável são vitais. A gestação exige que a mãe cuide de si, mas sempre focada no bem que está fazendo ao bebê. E chegará o dia em que o bebê terá que sair, cortar o cordão umbilical e romper os limites porque so poderá crescer se tiver a ousadia do parto.

E você, como tem feito a gestão da sua vida? Tem tomado os devidos cuidados para que seus projetos nasçam com saúde e possam romper os limites para crescerem? Você é também gestor da vida de outras pessoas, dos seus filhos ou colaboradores? Tem dado a eles as condições, “vacinas”, “medicamentos” necessários para que cresçam e se tornem também gestores de suas vidas?

 

Assim como numa gestação, é necessário que o/a gestor(a) siga alguns procedimentos:

  1. Faça um “pré-natal” com um especialista. Tenha sempre alguém que lhe acompanhe e lhe ajude, um coach, um mentor. Alguém que tenha a capacidade de lhe fazer enxergar e perceber como está a saúde do seu negócio e lhe sugerir cuidados ou intervenções quando necessários;
  2. Cuide da sua alimentação. Selecione bem os produtos que está consumindo. Selecione bem as pessoas com as quais esteja se relacionando. Observe a qualidade e a quantidade. Está ingerindo algo que lhe fortaleça, que lhe nutra? Alimente bem o seu corpo, sua mente, sua alma, seu intelecto. Participe de congressos, cursos, palestras; amplie sua rede de relacionamento; previna-se das pessoas invejosas, fofoqueira, gananciosas; beba da água de fonte boa;
  3. Monitore o seu tempo. Avalie o seu crescimento e seus resultados mês a mês com foco na meta que estabeleceu desde o início. A gestante sabe que um bebê saudável deve nascer entre 38 e 40 semanas;
  4. Não engorde demais e não permita que fique inchado(a) demais. Todo excesso é perigoso. Pode ser excesso de pessoal, de custos, de processos, etc. Por isso, controle o “colesterol”, a “pressão”, a diabetes. Corte toda gordura má e açúcares;
  5. Tenha momentos de relaxamento, de meditação, de calma. Aprenda a respirar. Vai lhe ajudar na hora que sentir as primeiras “contrações”;
  6. E por fim, saiba a hora de cortar o “cordão umbilical”. Seja sabendo a hora de partir, de passar o bastão para um sucessor, de mudar, de aposentar, seja a hora de ver o seu “rebento” seguir seu caminho necessário para o seu crescimento.

O/A bom/boa gestor(a) é aquele que tem a mesma capacidade de uma mãe que empresta seu corpo para que seja o lugar seguro, aquecido, nutritivo com todas as condições de gerar um ser saudável e perfeito, mas que sabe que haverá o momento em que este ser romperá outros limites e partirá. Sobreviverá melhor aquela mãe que mesmo dedicando todo o amor àquele feto, àquele bebê e àquela criança jamais se descuidará dela própria e se manterá sempre saudável e feliz porque soube fazer a gestão da vida do(a) filho(a), mas soube também fazer muito bem a gestão da própria vida.

“Diz a lenda, que um jovem rapaz muito sedento de encontrar a resposta mais importante de sua vida percorreu os quatro cantos do mundo tentando desvendar o verdadeiro significado da felicidade. Ja cansado e sem chegar a uma resposta, conseguiu uma audiência com um velho sábio que mora num belíssimo castelo de um lugar que mais parecia o paraíso. Ao perguntar-lhe ansioso por uma resposta, o rapaz ouviu do velho um pedido: que fosse visitar todos o castelo e voltasse em duas horas. Porem, deu-lhe uma colher com duas gotas de óleo e lhe pediu que voltasse com as duas gotas na colher. Assim fez o rapaz e ao reencontrar o sábio não conseguiu lhe responder uma só pergunta quando o sábio lhe perguntou sobre os belíssimos tapetes persas, o frondoso jardim, o canto dos pássaros, a transparência dos riachos, o colorido das telas. Nada havia visto ou observado, mas as duas gotas de óleo permaneciam na colher. O sábio, então, lhe pediu que refizesse o passeio e voltasse em duas horas. Assim fez o rapaz e voltou maravilhado com tamanha beleza, alegria e paz. Porém, enrubesceu-se quando o sábio lhe perguntou sobre as duas gotas de óleo que não mais estavam na colher.” A felicidade está em termos a capacidade de nos maravilharmos com a grandiosidade da beleza, mas sem nos descuidarmos da essência. Autor desconhecido.

Você Já Está Vivendo A Nova Era?

Você Já Está Vivendo A Nova Era?

Você acha que já chegamos no ápice da era tecnológica ou digital ou pós-industrial e que muito pouco pode ser inventado, criado, lançado no mercado? Ou é daqueles, que como eu, não sabe bem o que ainda pode lhe surpreender em termos de tecnologia, mas percebe que a era tecnológica e a era digital transformaram as sociedades mundo afora e há uma outra demanda nos ambientes corporativos e até familiares?

Do que exatamente estou falando? Da era pós-digital ou pós-industrial e da nova era, que é a era da Humanização, e, naturalmente, do Feminino. Há alguns anos, uso sempre em minhas palestras um vídeo da Johnny Walker, intitulado Androide, que me toca muito porque é um Androide que sonha em Ser Humano.

Link original: https://www.youtube.com/watch?v=I1N0D_uC3k0

Ao final do vídeo, o Androide diz: “Eu posso alcançar a imortalidade, basta não me desgastar. Você também pode alcançar a imortalidade. Basta fazer uma coisa notável”. Portanto, se você não é um dos raros gênios da humanidade, o que pode fazer que seja notável na sua vida e na vida de pelo menos mais uma pessoa? Qual é o seu legado? Como as pessoas se lembrarão de você?

A tecnologia da informação nos “empanzina” de conteúdo. O tempo é cada vez mais curto porque a velocidade com que tudo chega a qualquer lugar é absurdamente rápida. Vivemos um momento em que praticamente todos os serviços podem ou poderão ser substituídos por máquinas. Já fazemos reclamações nos serviços SACs para máquinas, pagamos estacionamento para máquinas, compramos carros sem precisar ir na concessionária, podemos ser submetidos a cirurgias à distância e uma máquina faz praticamente todos os procedimentos de um médico. Em países mais desenvolvidos, todas as compras de supermercado são feitas numa máquina e há até processos de divórcios amigáveis sendo feitos totalmente por uma máquina. Até namoros e sexo são feitos com apenas um celular na mão. Em contrapartida, os consultórios de psicólogos, psiquiatras, coaches, terapeutas, yoguis, etc. estão lotados. As pessoas estão cada vez mais deprimidas, ansiosas, angustiadas, solitárias e carentes de amor, cuidado e atenção.

Então, o que estou querendo levar você a refletir comigo é: estamos chegando na saturação das relações mecanicistas e os grandes conflitos humanos serão os emocionais e existenciais? Se a minha empresa ou o serviço que presto está tão robotizado quanto o do meu concorrente, qual será o meu grande diferencial? Eu, por exemplo, que sou professora de inglês, vou continuar a ser contratada se há inúmeros aplicativos que também ensinam inglês? Qual o meu diferencial, que não o humano? Dar aulas de inglês vai muito além de transferência de conteúdo. Entender as crenças, as ansiedades, os desejos, as inteligências, os traumas, os valores, os objetivos de meu aluno e ajudá-lo a enfrentar seus desafios são a verdadeira chave do sucesso do seu aprendizado.

Estamos vivendo uma era em que as pessoas desejam e pagam por um serviço ou profissional que lhes entenda e lhes faça sentir únicas, bem cuidadas, valorizadas, aceitas. E não importa se estamos falando de clientes interno ou externo. Os colaboradores de uma empresa, assim como os consumidores, têm a mesma demanda. Eles também quando se sentem únicos, cuidados, valorizados, aceitos geram “receita” e lucro para a instituição. Neste aspecto, é urgente que estejamos atentos para nos adaptarmos à essa era que exige que sejamos mais Humanos.

E o que exatamente é ser Humano? E o que isso tem a ver com o Feminino? Ser humano exige de nós que desenvolvamos habilidades e características que nos são únicas e próprias como empatia, resiliência, humildade, estética, intuição… que são predominantemente do feminino. O feminino que segundo o psicólogo, Carl Gustav Jung, não está presente somente na Mulher, mas que no homem é o componente da sua psique, é o Anima, a alma feminina. Nesta perspectiva, o Coaching é um grande aliado no que diz respeito ao desenvolvimento de pessoas e no despertar humanístico através do autoconhecimento, do reconhecimento de talentos, das práticas de empatia e um novo olhar ao outro e às diferenças, agregando valor e potencializando competências.

O futuro já pode ser vivido hoje quando estivermos atentos às pessoas, quando nos preocuparmos verdadeiramente com o bem-estar das pessoas, quando entendermos que pessoas felizes, valorizadas, realizadas são o grande e maior ativo de qualquer empresa e de qualquer sociedade. Portanto, o gestor/a gestora de sucesso é e será aquele preocupado(a) em investir no seu capital humano.

“E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que este.” (Marcos 12:31)

Empreendedorismo e Empoderamento

Empreendedorismo e Empoderamento

Hoje, eu gostaria de discorrer e convidá-los para uma reflexão sobre dois “ES”. O “E” de Empreendedorismo, o “E” de Empoderamento

Segundo o SEBRAE – (2009) ”o empreendedor tem como característica básica o espírito criativo e pesquisador. Ele está constantemente buscando novos caminhos e novas soluções, sempre tendo em vista as necessidades das pessoas.” Empreender é ainda o ato de criar e gerenciar um negócio.

O Brasil é considerado um dos dez países líderes em empreendedorismo no mundo, segundo relatório do GEM (Global Entrepreneurship Monitor), realizado anualmente desde 2001, e que avalia a quantidade de cidadãos envolvidos em atividades voltadas para negócios. Em contra partida, um estudo do Banco Mundial, realizado desde 2003, coloca o país na 125ª posição entre 181 países no critério “facilidade de fazer negócios”. Esse critério é medido por atributos como facilidade em abrir e fechar uma empresa, em obter crédito e em fazer valer contratos. Mais difícil ainda é fechar um negócio. E, segundo o economista, Eduardo Gianetti, o Brasil tem que resolver dois problemas para aumentar a sua velocidade de crescimento e se sustentar entre os países mais economicamente fortes. Primeiro, aumentar sua poupança e os investimentos em capital humano. Segundo, criar um ambiente de negócios mais amigável e menos impeditivo.

Neste cenário, o crescimento da proporção de mulheres no total da população empreendedora saltou de 29% em 2000 para 46% em 2003. A mulher em pouco tempo se preparou mais profissionalmente, conquistou espaços, independência econômica e financeira. E agora é hora de avançarmos numa questão bem mais profunda: o Empoderamento Econômico. As mulheres não querem mais ser apenas independentes financeiramente. Elas, quero dizer nós, queremos participar em igualdade de condições e de salários em todos os níveis corporativos. Queremos ter acesso ao crédito e ao mercado.

No dia 06 de março de 2012, a Diretora Executiva da Entidade das Nações Unidas para a Igualdade de Gênero e para o Empoderamento da Mulher (ONU Mulheres), Michelle Bachelet, enfatizou que países e empresas com maiores índices de igualdade de gênero obtêm melhores performances e crescimento mais rápido. “E o crescimento é mais inclusivo, com mais benefícios para todos”, disse ela. Além disso, um recente estudo da Harvard Business Schools aponta que se as mulheres ganhassem os mesmos salários dos homens nos EUA, haveria um aumento de 9% do PIB daquele país.

Mas falar em empoderamento econômico não faz sentido e não haverá igualdade se as mulheres não ocuparem cargos políticos. Willian Shakespeare já dizia “Plante seu jardim, decore sua alma. Não espere que lhe tragam flores.” As mudanças e as conquistas que tanto almejamos devem ser feitas por nós. Não podemos mais delegar, não podemos mais abrir mão de sermos protagonistas de nossas próprias historias. O empoderamento econômico das mulheres só se tornará realidade à medida que ocuparmos cargos de poder que impactem diretamente nas políticas públicas.

Nós mulheres, queremos políticas que melhorem a segurança, principalmente para nossos filhos pequenos e adolescentes; queremos políticas mais eficazes de enfrentamento à violência contra a mulher; queremos políticas que garantam a qualidade do ensino e o acesso à saúde de qualidade.

Nós, empresárias e trabalhadoras, queremos discutir e participar das reformas trabalhista e tributária que façam com que nossas empresas sejam mais competitivas, mais eficazes, mais modernas, menos onerosas e menos burocráticas.

À medida que mulheres como a juíza Patricia Acioli, morta em agosto de 2011 por investigar e atrapalhar o esquema de propinas de policiais militares no Rio de Janeiro, continuarem a dar o exemplo de que nós estamos efetivamente preocupadas e engajadas com a construção de uma sociedade mais justa, mais igual, mais ética e mais humanizada, mais e mais mulheres se sentirão estimuladas a se envolverem em todos os setores da sociedade que, de uma forma ou de outra, possam impactar na qualidade de vida de todos.

Entretanto, toda mudança e toda conquista só é possível quando há união. Cabe a nós, empreendedoras, empresárias e trabalhadoras acreditarmos que será através do conhecimento, da qualificação, da ampliação de nossa rede de relacionamento que mudaremos a história desta cidade, saindo na frente, discutindo e refletindo com maturidade as questões de gênero.

Para concluir, quero deixar apenas uma breve citação de Platão: “tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo”

Empreendedorismo e Casamento

Empreendedorismo e Casamento

O mundo evolui, novas tecnologias emergem a cada dia, o consumo é cada vez maior e o acesso aos bens de consumo mais e mais ao alcance de todos. A paleta de cores que há menos de meio século não tinha mais que sete cores básicas tem se multiplicado às centenas e milhares. Que digam as manicuras … os esmaltes deixaram de ser as cores palhas e vermelhas e, hoje, há de tudo: translúcidos, metálicos, decorados, e as unhas… postiças, de gel, de porcelana, de silicone…Mas, a maioria das pessoas ainda querem se casar. E, a grande maioria dos brasileiros, quer ter seu próprio negócio.

Até 1977, o regime de comunhão civil, que era só de comunhão universal, incorporou novas opções como comunhão parcial, união estável e os casais podem ser homem e mulher ou relações homo afetivas. Porém, o sonho de Cinderela continua vivo no inconsciente coletivo das meninas e mulheres brasileiras. E como é bom poder realizar um grande sonho … Mas, depois é preciso acordar e encarar a realidade. E a realidade envolve o dia a dia de atividades que persigam um sonho comum, que é o de uma vida longa com o nosso parceiro ou parceira, na construção de um patrimônio. Afinal, nos casamos com o desejo de vivermos felizes para sempre. Mas, o sucesso parece estar com aqueles que juntos encaram e enfrentam as dificuldades num processo contínuo de mudança e aprendizado. No livro, Casais Inteligentes Enriquecem Juntos, o autor Gustavo Cerbasi, ressalta a importância do planejamento financeiro num casamento bem-sucedido.

 

E o que tudo isso tem a ver com empreendedorismo? As empresas também, assim como alguns casamentos, morrem antes de completar o primeiro ano ou os cinco primeiros, por falta de um bom planejamento. Qual o segredo do sucesso das empresas e casamentos de vida longa?

Até o dia 19/12/2009, quando foi criado o Empreendedor Individual, toda empresa só poderia ser criada se houvesse, pelo menos 2 pessoas, ou seja, assim como no casamento deveria ser criada uma sociedade. Normalmente, essas 2 pessoas se encontram, há um interesse de uma pela outra, elas começam a “namorar” e um dia decidem se unir. A sociedade é constituída porque um completa o outro nas suas “carências”, seja financeira, seja de competências técnicas, pessoais ou relacionais. É comum que uma pessoa muito boa tecnicamente, busque um parceiro/parceira que tenha um perfil mais comercial para alavancar o negócio e assim por diante.

O sucesso então, me parece, começa a ser traçado desde o inicio. É necessário que haja entrosamento, afinidade e diálogo. O inicio do namoro é o momento para as pessoas se conhecerem e quando há o desejo de oficializarem uma união é necessário partir para a fase do planejamento, de definir qual será o “regime” civil dessa união e qual o percentual de cada um. É aí que as duas pessoas devem discutir quando irão abrir o negocio (casar), quem serão os clientes (convidados), qual a localização (sua nova casa), quais os custos, quais as responsabilidades de cada um, qual o tamanho da empresa (número de filhos).

Em seguida, é importante que seja feito o planejamento estratégico da empresa (do casal e da família). Construir juntos a missão (o que queremos construir juntos, para quem e porquê), a visão (aonde queremos chegar e o que queremos possuir e adquirir e em qual prazo, como queremos ser vistos quando chegarmos ao fim de nossas vidas, quais são nossas aspirações), e os valores (no que realmente acreditamos e não devemos abrir mão; como passamos estes valores para nossos colaboradores/filhos).

Os sócios/o casal precisam então fazer o planejamento financeiro. Saber quais são as fontes de receita, suas despesas, como e quando irão investir. Se vão precisar de recursos de terceiros e onde vão buscar: empréstimos com familiares, empréstimos bancários, linhas de financiamento. Discutir conjuntamente as decisões e gerenciar os riscos são um saudável hábito para casais ou sócios de uma empresa. Em ambos os casos, a cumplicidade e o foco ajuntam substancialmente na consolidação da união.

Empreender é também, e talvez principalmente, gerar riqueza com valor e inovação. No casamento, assim como numa empresa, é preciso que essas duas pessoas cresçam, construam um patrimônio e inovem. Ah!!!! Inovem sempre. Que sejam criativos e implementem novas ideias de tempos em tempos. De olho na concorrência, é claro. Porque se você não inovar, seu concorrente certamente o fará.

Finalmente, o empreendedor, seja nos negócios, seja no casamento, deve ser uma pessoa que corre riscos calculados, que enfrenta os desafios, que cuida de sua imagem, que se atualiza e, acima de tudo, que é persistente, e até obstinado, e tente vencer todos os obstáculos sempre com muita determinação, paciência, respeito pelo outro e muito, muito amor.

Sexo Frágil Transformador!

Sexo Frágil Transformador!

Sou professora em Gestão de Pessoas da Fundação Getúlio Vargas, com cadeiras em liderança, inteligência emocional, Coaching, empreendedorismo e comunicação corporativa. Graduada em Letras e pós-graduada em Linguística Aplicada, morei e estudei nos Estados Unidos no final da década de 1980 e me formei em inglês pela University of New Mexico.

Tive minha primeira escola de idiomas em 1991 e de lá para cá já foram 4 escolas que montei e vendi. Sempre inquieta e apaixonada por novos desafios, vendi minha última escola em 2014 e vivi uma grande mudança na minha vida profissional e pessoal.

Com formação em Coaching e MBA em Gestão de Pessoas, além de ter cursado inúmeros cursos de gestão e empreendedorismo, entre eles o Empretec do Sebrae, fui convidada para lecionar na maior escola de negócios do nosso pais nos cursos de Pós-Graduação e Extensão (CADEMP).

Minha experiência como Empreendedora Social também foi relevante para que me apaixonasse e quisesse me especializar cada vez mais em Empreendedorismo e sobretudo em Empreendedorismo Feminino. No ano de 2009, com mais nove empreendedoras, fundei a Associação das Mulheres Empreendedoras de Betim (AME BETIM) e desenvolvemos inúmeros eventos e projetos de capacitação da mulher empreendedora e fomento dos seus negócios.

 

Em 2014, fui convidada para assumir a presidência da Câmara Estadual da Mulher Empreendedora da Federação das Associações Comerciais do Estado de Minas Gerais (FEDERAMINAS). Este trabalho social deu à Associação muita visibilidade e recebi vários prêmios, entre eles o destaque como Liderança Feminina do Troféu Mulheres Notáveis da Associação Comercial de Minas Gerais (ACMINAS) e o Mérito Legislativo do Estado de Minas Gerais.

Essa coluna nasceu do desejo de compartilhar com outras mulheres empreendedoras e, desejo, que com homens empreendedores também um pouco das minhas reflexões, pesquisas e experiências ligadas ao Coaching e ao Empreendedorismo.

O meu trabalho como Coach tem sido extremamente gratificante principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento de mulheres empreendedoras que desejam sair do estado que estão, muitas vezes de uma certa estagnação, por carregarem crenças e atitudes que lhes limitam por não reconhecerem suas potenciais diferenças enquanto mulheres.

Você deve estar se perguntando porque uma coluna com este título, Mulheres Empreendedoras, assim como eu inúmeras vezes me perguntei e até questionei o papel das feministas e a importância das discussões de gênero. Fato é que inúmeras são as crenças e os preconceitos que ainda enfrentamos. “Mulher sexo frágil”, “Atrás de um homem de sucesso, há uma mulher.” , “Toda mulher quer casar e ter filhos.”, “Mulher poderosa e de sucesso é mal-amada”… E por aí vai. Infelizmente, muitas das vezes acreditamos, reforçamos e multiplicamos essas afirmações para nossos filhos e filhas. O machismo parece ser mesmo como a hemofilia que se manifesta no homem, mas é a mãe que transmite.

Interessante é observar que a mulher aparece, tanto nos relatos bíblicos, quanto históricos como figura sempre transformadora e marcante. Vários são os episódios em que a presença e a força da mulher é determinante e seu papel fundamental, principalmente no que diz respeito às grandes mudanças, conquistas e revoluções mundiais. Entretanto, a figura da mulher ora é apresentada como a pecadora, a sedutora, ora como a heroína. Em gênesis, a mulher surge como aquela que seria a “ajudadora” e ironicamente é ela também quem leva Adão a cometer o pecado. Apesar de tudo isso, Eva é também a primeira e, portanto, a mãe de todos nós.

Nicolau Berdiaeff, personagem do clássico “A Divina Comédia” de Dante Alighieri, que viveu entre os anos de 1265/1321, numa de suas páginas em Beatriz de Dante, profetizou que “na sociedade futura, a mulher desempenhará um importante papel … Ela está mais ligada do que o homem à alma do mundo, às primeiras forças elementares, e é através da mulher que o homem comunga com essas forças…Não será a mulher emancipada nem aquela que se tornar semelhante ao homem a que terá um papel importante a desempenhar no futuro da história, mas sim, o eterno feminino.”

Jung, psiquiatra, psicoterapeuta, pensador suíço, que viveu entre os anos de 1875/1961, afirmava que “a anima é a personificação de todas as tendências psicológicas femininas na psique do homem, como, por exemplo, os sentimentos e humores instáveis, a sensibilidade ao irracional, a inerente capacidade de amar, a faculdade de sentir a natureza e, finalmente, embora não menos importante, as relações com o inconsciente.”

Na sua obra, O ócio criativo, Domenico di Masi, afirma que a era que vivemos, classificada de “Pós Moderna”, é a era do que é definitivamente a era do feminino; a era da atividade intelectual criativa que valoriza a estética, a riqueza do detalhamento, a emotividade, a subjetividade, a empatia, a resiliência, a intuição e a multifuncionalidade, ao contrário da era industrial que valorizava as características meramente masculinas como a força física e bruta, a produtividade, a agressividade, a extrema competição, entre outras. Domenico acredita que porque as mulheres têm conquistado espaços e têm maior escolaridade média que os homens, em breve dominarão a maioria dos segmentos de mercado e os poderes. Ele diz que “Caminhamos para uma sociedade em que a mulher é considerada à altura do homem. Isso aconteceu não por bondade do homem. As mulheres souberam lutar para impor essa realidade.”

Entretanto, muito ainda temos que lutar e espaços conquistar. Os últimos dados do IBGE e do IPEA de pesquisas de gênero, mostram que 38.7% das famílias brasileiras são chefiadas por mulheres, um aumento de 10% em uma década; 89,9% das mulheres desenvolvem atividades domésticas contra apenas 39,9% dos homens e mais interessante ainda que em famílias com filhos homens, as mães trabalham uma média de 33,8 horas semanais contra apenas 10,3 horas dos pais. Apesar da mulher ter escolaridade de quase 1 ano a mais que a do homem, a mulher ainda ganha salário em média 26% menor que do homem que exerce a mesma função. E mais triste ainda é quando vemos os números ligados à violência contra a mulher. Entre os anos de 1980 e 2010, quase 91 mil mulheres foram assassinadas, sendo que 56% das mortes são causadas por força corporal ou espancamento sem nenhum tipo de arma e que 49,15% dos homicídios têm o cônjuge como autor.

E o que tudo isso tem a ver com empreendedorismo? Hoje, diria que sou uma Empreendedora Feminista convicta. Primeiro, sou feminista porque acredito que precisamos parar de ter medo ou nos rotular negativamente quando são as feministas quem realmente lutam pelos direitos da mulher e pelas igualdades política, social e econômica dos sexos. Segundo, porque vejo o empreendedorismo como a mais poderosa atividade econômica que gera independência, autonomia e flexibilidade para a mulher. Empreender no seu próprio negócio tem sido transformador para milhares de mulheres que conseguem mudar positivamente não só a sua própria realidade como também a de outras pessoas e, em muitos casos, de comunidades inteiras. Para muitas mulheres, principalmente as de situação de risco, o empreendedorismo é a única saída porque o emprego é inatingível e indisponível. Além disso, ao abrir mão de alguns benefícios que a CLT oferece, a mulher opta por ter mais flexibilidade de horário que lhe permite dar maior atenção e assistência aos filhos, o que é benéfico não apenas para ela própria e sua família, mas para toda a sociedade porque os filhos criados pela mãe mais perto e mais presente têm menos probabilidade de se envolverem com atividades ilícitas e de risco.

Nesta coluna, quero compartilhar com você um trabalho e uma pesquisa que venho fazendo e me dedicando que envolve os vários mitos e personagens femininos. Meus primeiros estudos estão ligados aos sete arquétipos femininos e como influenciam os nossos comportamentos. Conhecer esses personagens nos traz a luz dos registros que carregamos no nosso DNA e no inconsciente coletivo. A partir daí, entendemos como se consolidam as crenças e o fundamental papel do Coaching no combate às crenças que nos limitam e nos impedem de avançarmos em direção de tudo o que ainda temos para conquistar como mulheres poderosas que podemos e devemos ser.

Esses estudos têm me inspirado e reiterado aquilo que venho há alguns anos defendendo. Nós, mulheres, precisamos urgentemente conhecer o máximo de nosso potencial e valorizá-lo para que possamos efetivamente ser agentes transformadoras de uma cultura. O Coaching é, nesse aspecto, um dos mais importantes processos de desenvolvimento humano capaz de potencializar esse feminino transformador. E esta transformação, a meu ver, só acontecerá de forma sustentável, harmônica e consolidada quando nossas atitudes estiverem em sintonia com a verdadeira natureza feminina que valoriza o belo, a paz, a igualdade, a fraternidade, a benevolência, a justiça, a generosidade, a união e, acima de tudo, o amor, a si própria e ao outro.

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