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Encontro de gerações não precisa ser conflito de gerações

Encontro de gerações não precisa ser conflito de gerações

Categorizar gerações classificando grupos por períodos não é consenso entre todos os sociólogos e psicólogos. Porém, talvez, a mais conhecida teoria sobre gerações deve ser a Teoria Generacional dos autores William Strauss e Neil Howe, que descrevem o ciclo de gerações na história Americana. A teoria é também conhecida como “o quarto giro”.

De acordo com esta e outras teorias, eventos históricos determinam o comportamento de gerações associados aos arquétipos (personas) de cada ciclo. As gerações têm um ciclo que dura em torno de 20 a 22 anos que definem as eras e altera o ambiente social. Strauss e Howe cunharam a ideia do que chamam de “Estações da História”, havendo períodos antagônicos que chamam de Crises, como sendo o inverno, e de Despertar, como sendo o verão. Entre eles, existe o período de Altos e Desvendados, simbolicamente o outono e primavera.

As gerações estão classificadas da seguinte forma:

Silenciosos ou Maduros: é a geração daqueles que nasceram entre 1925 e 1945 e viveram os duros períodos da grande guerra mundial, da depressão econômica americana que afetaram praticamente todos os países do globo terrestre e fizeram com que estas pessoas respeitassem profundamente as hierarquias e dessem muito valor à estabilidade financeira e à segurança. Esta é uma geração que entrava numa empresa e ficava ate se aposentar ou morrer. Uma geração que fez sacrifícios de todas as ordens para sobreviver e não vivia para esbanjar. Ainda ativos como Warren Buffet que fez sua fortuna vivendo uma vida simples e sem luxos.

Baby boomers: são as pessoas nascidas logo depois da segunda grande guerra entre 1946 até 1964. Ícones desta geração são Steve Jobs, Bill Gates, Bill e Hillary Clinton, Trump, Dilma Roussef, Renato Russo, Cazuza para mencionar alguns. Ao contrário, da geração anterior, estas pessoas foram as primeiras a se darem o luxo de fazerem viagens para passear ao invés de irem lutar numa guerra. Uma geração marcada pelas lutas pela liberdade de expressão, pela liberdade sexual, influenciada pelo Rock in Roll de Elvis Presley, Beatles, U2 e tantas outras bandas. Viveram uma era de mais prosperidade e recuperação econômica e foi uma geração de rebeldes que lutaram, como as feministas, por maior participação nos movimentos da sociedade, no mercado de trabalho. Com o lançamento das pílulas anticoncepcionais, as mulheres se libertaram sexualmente e puderam também fazer seu próprio controle de natalidade. Esta geração, por não ter vivido as dores da grande guerra e depressão, é mais otimista, mais envolvida com causas coletivas e a que vai em massa para as universidades. São pais que priorizam dar uma boa educação para os filhos.

Geracao X:  nascidos dentre 1965 e 1980, essa é a geração de menor ciclo. A maioria filhos de baby boomers foi uma geração de mães que saíam para trabalhar, de casais que se divorciavam, de pessoas menos utópicas e românticas onde imperava o realismo pragmático, o ceticismo e o consumismo em um período de guerra fria e de dificuldades financeiras com a crise de 1980. Com tudo isso, foi uma geração que viu o primeiro homem pisar na lua, usou os primeiros vídeo games e viu nascer os primeiros PCs, Personal Computers. Uma geração mais ambiciosa e talvez a primeira geração que tenha prosperado bem mais que os pais financeiramente.

Milleniuns ou Geracao Y: nasceram entre 1981 e 2000. Filhos da geração X, mimadas pelos pais que lhes queriam garantir maior segurança e conforto, essa é uma geração mais narcisista, mais imediatista, uma vez que espera resultados rápidos, o que faz com que se preocupem menos com empregos que lhes deem segurança, mas mais com ambientes onde se sintam valorizadas, pertencentes e que possam impactar de alguma forma. Por outro lado, uma geração que se preocupa mais com as questões ambientais e se engajam a causas e não a projetos por obediência. É uma geração que valoriza as relações e trabalham muito bem em rede. Tem muita dificuldade com hierarquias e autoritarismos. Essa geração viveu a era do ao vivo e assistiu o ataque às torres gêmeas quase que simultaneamente. Tem acesso a uma enxurrada de informações e está conectada com o mundo.

Pos-milleniuns ou Geracao Z: nasceram depois dos anos 2000. Ano em que muitos das gerações anteriores acreditaram que o mundo acabaria, mas o mundo não acabou e, ao contrário, o mundo encolheu. As distâncias e as fronteiras estão cada vez menores. A velocidade da Internet e a popularização dos Smart Phones, conecta as pessoas sem barreiras de tempo e espaço. A educação à distância e a comunicação remota via vídeo mudam a forma de aprendizado. Esta geração já nasceu digital e não consegue sequer imaginar o mundo sem avançada tecnologia. Conhecida como a geração que Zapeia, o que literalmente, quer dizer que mudam de uma plataforma, canal ou página freneticamente. Uma geração que faz amigos e estreita relacionamentos virtuais com pessoas que provavelmente nunca encontraram pessoalmente. E que também se relaciona com robôs e que vivem o mundo cibernético e da inteligência artificial.

Como vimos inicialmente, essas características representam os arquétipos predominantes e, é possível, que se encontrem pessoas de uma geração altamente influenciada por outras com perfis diferentes do esperado. É perfeitamente possível que voce conheça alguém da geração X altamente familiarizado e com enorme destreza com a tecnologia ou que conheça jovens milleniuns que se identifiquem com alguns traços de gerações anteriores. Porém, conhecer como a maioria se comporta e saber gerenciar possíveis conflitos são fundamentais na construção de relacionamentos mais saudáveis e de uma empresa mais produtiva.

Como é quase impossível, e vários estudos sobre equipes de alta performance provam não ser eficaz, que as empresas sejam formadas por pessoas de uma única geração, cabe aos lideres e empreendedores saberem lidar com a diversidade e tirar o melhor proveito de todos. Aos profissionais, talvez caiba aos mais velhos terem a humildade de aprenderem com os mais novos sobre aquilo que eles mais dominam e aos mais jovens respeitarem e aproveitarem a experiência e conhecimentos dos mais maduros. O grande desafio deste encontro de gerações está exatamente na paciência que ambos os lados têm que desenvolver na comunicação.

A mim, parece ser altamente lucrativo que as empresas invistam em metodologias e treinamentos que valorizem e aproveitem o potencial de cada geração, que construam um ambiente de colaboração e compartilhamento de conhecimento e experiência. Investir em equipes mais heterogêneas pode dar frutos muito mais robustos e suculentos. E aí, que tal fazer sua empresa crescer com Xs, Ys e Zs?

Não basta ser competente. É preciso ser autoconfiante

Não basta ser competente. É preciso ser autoconfiante

Numa negociação, você se sente como se o outro estivesse com uma arma apontada para a sua cabeça? Se eu lhe perguntar qual é o instrumento universal de maior poder nas mãos de qualquer pessoa, você muito provável e unanimemente irá dizer: uma arma. Sim, quando o outro lhe aponta uma arma, por mais franzino e pouco dotado de quaisquer vantagens, sejam elas físicas, etárias ou intelectuais, estará sempre em posição de vantagem sobre você. 

Quando você está diante de qualquer pessoa num processo de negociacao é assim que você também se sente? Como se outro estivesse lhe apontando uma arma na cabeça? Sente calafrios, sudorese, taquicardia, pupilas dilatadas e um enorme desconforto que as vezes gera ate dores no corpo tamanho o seu estado de tensão? E como você tem lidado com isso? Tem sido bem sucedido(a) quando está diante de qualquer situação na qual precisa se expor e negociar qualquer tipo de coisa seja com seu cônjuge, parceiro, cliente, fornecedor, chefe…? 

Ao observar pessoas que são muito bem sucedidas e que, em geral, conseguem tudo o que desejam (ou pelo menos quase tudo), algumas características parecem ser comuns. Deixando de lado as estratégias, técnicas ou planejamento, eu destacaria em primeiro lugar dois fatores mais subjetivos que são a autoestima e a gestão das emoções. Se você na sua vivencia ou observações ja parou para prestar atenção, vai concordar comigo que as pessoas que conquistam o que querem sabem muito bem como e quando abordar o outro. Eu diria ate que são pessoas altamente sedutoras que, quando lhe pedem ou lhe oferecem algo, fica quase impossível dizer não. 

O professor alemão da Munich Business School e autor de varias best sellers, Jack Nasher, escreveu um artigo entitulado “To seem more competent, be more confident”, que traduzido é “Para parecer mais competent, seja mais confiante”, em outras palavras, diríamos “nao basta ser, tem que parecer ser”. Esta é também uma máxima do marketing pessoal, mas a autoconfiança tem um papel fundamental que apenas pessoas com eleva autoestima desenvolvem com maestria. Não é incomum que nos surpreendamos com algumas pessoas que têm enorme talento em uma determinada área, mas parecem não avançarem e nem se tornarem bem sucedidas. Por outro lado, conhecemos outras para as quais o universo parece conspirar e atingem o sucesso quase que de forma meteórica. 

Um estudo realizado pelos psicólogos Barry Schlenker and Mark Leary em 1982 com 48 pessoas concluiu que as pessoas que têm atitudes mais positivas e são mais autoconfiantes são mais bem avaliadas pelos outros do que as que têm uma postura de muita humildade, pouca autoconfiança e têm uma postura mais negativa ou neutra. O que eles observaram é que aqueles que pareciam muito competentes ao se apresentarem e falarem deles mesmos eram imediatamente avaliados com as notas mais altas e, em seguida, quando colocados numa situação na qual deveriam performar para mostrarem suas competencias, ainda seriam mais bem avaliados mesmo que sua performance não fosse tão boa assim. Em outras palavras, isso nos remete ao jargão que sempre usamos e repetimos de que é a primeira impressão que fica. 

No que diz respeito a gestão das emoções, os registros mais antigos que se tem sobre o assunto remontam a Charles Darvin e sua teoria da evolução do inicio do século XIX na qual Darvin se referia à importância das expressões emocionais no processo de sobrevivência e adaptação do ser humano. Foi Daniel Goldman, em 1995, quem popularizou o assunto com o seu livro “Inteligência Emocional” e Howard Gardner, em 1983 com as Inteligências Múltiplas, quem apontou as inteligências interpessoal (capacidade de perceber suas próprias emoções e motivações) e intrapessoal (capacidade de se relacionar com o outro e compreende-lo) como capacidades possíveis de serem desenvolvidas. Psicoterapias, processos de coaching, meditações têm sido aliadas neste processo de autoconhecimento e de melhoria da nossa capacidade de administrarmos nossas emoções. 

Como dica, sugiro que você faça uma analise generosa das suas habilidades e competencias. Escreva num papel tudo aquilo que você acha que você faz bem feito. O que faz as pessoas gostarem e acreditarem nisso que você faz? Quais são os seus casos de sucesso? Qual é o seu diferencial? Comece com as habilidades que você considera de menor impacto na sua vida profissional como talvez cozinhar um prato, se destacar em algum esporte, ter conhecimento sobre um determinado assunto… e vá ampliando sua lista o máximo que puder. Você pode também perguntar as pessoas mais próximas de você quais elas diriam ser as suas maiores virtudes e habilidades. 

Com relação às técnicas, sugiro que antes de uma reunião importante ou uma entrevista de emprego planeje o máximo que puder se cercando de informações, indo sempre as fontes confiáveis e quando for falar de você, use de toda a sinceridade. Não tenha medo de dizer a verdade porque ela jamais lhe trai. Quando não souber de alguma coisa, assuma que não sabe, mas que ira procurar saber. Porem, tenha cuidado, nao seja excessivamente humilde e saiba ressaltar suas qualidades e competencias sem ser arrogante e em diminuir quem quer que seja para se fazer parecer muito bom. Não se compare com ninguém. 

E como a PNL pode lhe ajudar para que tenha uma postura mais positiva e se sinta mais autoconfiante? 

seja qual for o tipo de negociação, estabeleça uma relação Win to Win, ou seja, ganha e ganha. Não ha perdedores. Ambos devem ganhar algo. 

mesmo que você tenha um objetivo muito audacioso e robusto, “corte-o” em partes menores e mais fáceis de negociar num primeiro momento. É como vender uma fatia do bolo para depois vender o bolo todo. 

quando lhe apresentarem uma ideia com a qual não concorda, não contra argumente de imediato e muito menos tente impor a sua ideia. Ao contrario, coloque o seu tom de voz sempre mais baixo que do outro e faça perguntas que o leve a aprofundar mais no tema com argumentos mais consolidados e que gere reciprocidade quando você for apresentar a sua ideia

jamais use de sarcasmo, ironia ou deboche. Faça as perguntas de forma clara, calma e demonstrando verdadeiro interesse pelas respostas 

Enquanto estiver ouvindo, ouça com atenção sem distratores como olhar no telefone, demonstrar impaciência, fazer caras e bocas ou agitação com as mãos e o corpo na cadeira. 

quando for apresentar sua ideia, use de situações hipotéticas e/ou de historias verídicas que leve o outro a pensar em outras consequências para a sua ideia ou proposta. Elas também servem para que você possa embasar sua ideia com maior propriedade e alguma prova no uso de casos, por exemplo

procure criar rapport, ou seja, estabelecer uma relação de maior igualdade possível. Quando se quer estabelecer uma relação de igualdade, as cadeiras devem ser iguais e estarem na mesma altura. Quando o outro quer intimidar e demonstrar poder, ele(a) se sentará numa cadeira mais alta e mais robusta ou ficara de pé em alguns momentos. Tente sempre que possível, usar a técnicas espelho e modelar ou “imitar” os movimentos corporais. 

evite cruzar os braços porque demonstra uma posição de defesa e faz com que você contraia os músculos do corpo se sentindo bem mais tencionado. É claro que também não deve jamais se sentar numa cadeira como se estivesse deitando nela. Tenha sempre uma postura firme, mas relaxada

a respiração é uma grande aliada em quaisquer situações nas quais sentir que precisa se acalmar e equilibrar as emoções. Respire quantas vezes forem necessárias, inspirando e expirando calma e tranquilamente 

Num trabalho do professor Nasher, entitulado Poder da Negociação, ele diz que o poder nada mais é do que uma questão de perspectiva e eu acrescentaria de inteligência emocional. Nos casos de sucesso em negociação, “ganha” sempre aquele que tiver maior tranquilidade e racionalidade. 

Nasher conta a historia de um senador americano que ao caminhar por um parque nos EUA foi abordado por um assaltante armado que lhe pede o relógio. Calmamente, o senador diz ao assaltante o seguinte:

-“Estou passando por um momento Terrível na minha vida com um câncer terminal e não aguento mais sofrer nem ver minha família sofrendo. O seguro que tenho não pagara à minha mulher se eu cometer um suicido. Peço-lhe encarecidamente que me mate e depois pode tirar o meu relógio facilmente. Assim, eu estarei lhe ajudando entregando meu relógio e você em ajudando a não deixar minha família em dificuldades.” 

O assaltante põe a mão na cabeça e sai correndo. Na verdade, o senador não tinha câncer algum, mas teve a presença de espirito para virar o jogo e tirar do assaltante todo o poder que tinha naquela situação. E você, sabe como usar do seu poder ou vai passar o resto da sua vida com a sensação de que o outro está sempre lhe apontando uma arma na cabeça? 

Porque todos devemos ser feministas

Porque todos devemos ser feministas

Em tempos de tantos questionamentos e de tantos desafios para diferentes grupos da sociedade e, em especial para as minorias, como crianças, mulheres, negros, índios, me parece fundamental que entendamos exatamente o papel do feminismo na construção de uma sociedade mais justa, mais igual e mais tolerante. Não menos importante, é aplicarmos valores e atitudes dentro de nossas empresas e nos ambientes de trabalho, sejam eles espaços públicos ou privados.

Os números de desigualdade e violência contra a mulher são assustadores e não parecem ter diminuído nos últimos anos. Infelizmente, muito pelo contrario, os números são assustadores e alarmantes. Só na primeira semana de 2019, 21 casos de feminicídio foram registrados e houve um aumento de 6,4% nos últimos 10 anos.

O pesquisador Jefferson Nascimento, doutor em Direito Internacional pela Universidade de São Paulo (USP), fez um levantamento para contabilizar e mapear estes e outros casos de feminicídios que ocorreram em 2019. E encontrou 21 mortes e 11 tentativas de assassinatos noticiados na imprensa até o dia 6 de janeiro.

O mesmo acontece com os casos de assédio e violência, não apenas física, mas também moral, sexual, patrimonial, psicológica contra mulheres, seja no seu ambiente doméstico, seja no seu trabalho. Segundo uma pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 40% das mulheres já sofreram algum tipo de assédio no trabalho.

Uma pesquisa da PNAD aponta que as mulheres recebem em média 23,9% menos que o salário de um homem que ocupa a mesma função ou equivalente. Apesar de representar mais de 51% da população, as mulheres ocupam menos de 48% da força de trabalho e dedicam, em média, mais 18 horas semanais das atividades domésticas contra 10 horas do homem.

Apesar de nós, mulheres, representarmos 52% do eleitorado brasileiro, ocupamos apenas 10% das cadeiras da Câmara de Deputados e 16% do senado, o que indica que as mulheres não estão ocupando nem os 30% determinados pela cota de participação feminina na política como também as mulheres não votam em mulheres.

E sabe o que é mais triste? Nos últimos 4 anos, vivemos um retrocesso e no último ano o Brasil caiu mais uma posição e já ocupa o vergonhoso 9º lugar do ranking mundial dos países mais desiguais em renda do planeta. Segundo relatório da organização internacional Oxfam.

A conclusão que chego ao analisar todos estes números é a de que reproduzimos e não estamos conseguindo conter uma onda de violência e uma cultura machista na sociedade brasileira. O que é importante ressaltar é que o machismo é um comportamento e mentalidade que parte do pressuposto que a mulher é inferior e que há uma relação de poder e posse na qual o homem se sente proprietário da mulher achando-se no legítimo direito de violentá-la de todas as formas, seja com palavras ou com gestos que podem chegar até ao homicídio.

Conhecer a história das lutas feministas desde os primórdios do movimento no mundo e no Brasil é fundamental para construirmos uma cultura de respeito às mulheres e de compreender as conquistas até aqui, assim como abraçar as causa que contribuam para que deixemos de ocupar os primeiros lugares da desigualdade e avancemos enquanto sociedade. Como mulheres empreendedoras, empresárias e formadoras de opinião podemos contribuir enormemente adotando práticas de respeito e de conscientização, seja dentro de nossos lares, nas nossas vizinhanças, comunidade, cidade, estado, país ou empresas.

As ondas dos movimentos feministas mudaram e se adequaram aos tempos e aconteceram até no que muitos autores chamam de ondes pré-feminismo desde antes de Cristo. No Brasil, o movimento feminista começou com a chamada primeira onda do feminismo e foi marcado pela luta de direito ao voto com as Sufragistas. Depois, uma segunda onda, foi marcada pela liberdade sexual e de contracepção, assim como de maior participação política. Já a terceira onda foi marcada pela interseccionalidade com discussões sobre as condições da mulher no que diz respeito à raça, classe social, opção sexual, condição financeira, escolaridade, etc. Hoje, com o advento da Internet e da globalização, o movimento feminista parece ser bem mais horizontal sem a presença de uma única líder e tem a voz de cada individual ecoando em diverso tipos de grupos.

Minha provocação é para que você responda a estas perguntas abaixo e as compartilhe para seus grupos ou afixe nos seus locais de trabalho, associações, clubes ou qualquer espaço público de grande fluxo de pessoas.

  1. Você concorda que a mulher tenha direito de votar?
  2. Você concorda que a mulher tenha direito de frequentar uma escola?
  3. Você concorda que a mulher tenha direito de concorrer a um carga público?
  4. Você concorda que a mulher possa frequentar uma universidade e cursar qualquer curso que desejar?
  5. Você concorda que ninguém tem direito de bater nem matar ninguém?
  6. Você concorda que a mulher possa ser atleta e participar de Olimpíadas?
  7. Você concorda que a mulher possa tirar sua carteira de motorista?
  8. Você concorda que o homem possa fazer toda e qualquer atividade doméstica?
  9. Você concorda que o homem participe de TODAS as atividades do seu filho desde dar banho, levar ao médico, ajudar nos deveres de casa, etc., etc., etc.?
  10. Você concorda que a mulher deve ganhar exatamente o mesmo salário que um homem quando exercendo a mesma função ou similar?
  11. Você concorda que os homens e mulheres possam usar a roupa que quiserem e isso não dá o direito a ninguém de passar a mão na bunda nem de segurar no pinto?
  12. Você concorda que homens e mulheres devem ter os mesmos direitos à saúde, educação, segurança, lazer, etc ?
  13. Você concorda que qualquer ato de violência tem que ser denunciado e que em briga de marido e mulher há que se meter a colher, sim?
  14. Você concorda que uma mulher pode escolher seu parceiro ou parceira sexual?
  15. Você concorda que é a mulher quem decide se deseja ou não engravidar?

Se você disse SIM a todas ou à maioria dessas perguntas, posso afirmar que você é um homem ou uma mulher FEMINISTA e não deve ter medo nem vergonha de dizer que é. Ser feminista é um ato de amor e de compromisso com uma sociedade que seja muito mais justa, tolerante, livre de preconceitos e de violência.

Se você disse SIM a estas perguntas e hoje é uma mulher que pode frequentar uma escola, pode votar, pode fazer um curso superior, pode dirigir carro, ônibus, caminhão ou moto, pode participar de uma Olimpíada, pode usar determinadas roupas, pode tomar um anticoncepcional e decidir se quer ou não engravidar, pode escolher seu ou sua parceira sexual, casar e adotar filhos… saiba que TODOS esses direitos foram conquistados por movimentos feministas há séculos.

SOU FEMINISTA COM MUITO ORGULHO E VOCÊ?

Ser positivo é bom para a economia e seu negócio

Ser positivo é bom para a economia e seu negócio

A psicologia positiva é um ramo da psicologia e um dos alicerces do trabalho de Coaching assim como são a neurociência e a física quântica. Vários são os estudos que têm comprovado o quanto uma visão e uma atitude mais positiva diante da vida podem implicar numa vida mais bem-sucedida e feliz.

O psicólogo, professor e pesquisador da universidade de Harvard, Shawn Anchor, fez um extenso trabalho de pesquisa por mais de uma década a partir do estudo de casos de milhares de executivos em 45 países que aparecem nas listas do Fortune 500.

Ao contrário do que muitas pessoas acreditavam de que era preciso ser bem-sucedido para se sentir feliz, Anchor prova nessa pesquisa que as pessoas felizes são mais bem-sucedidas, mais felizes e têm maior percepção de autorrealização.

No seu livro, The happiness advantage, traduzido para o português como O jeito Harvard de ser feliz, Shawn explica como é possível programarmos nosso cérebro para ser mais positivo de forma que passe a ser um ganho competitivo para qualquer profissional tornando-o muito mais realizado e bem-sucedido. O que Shawn conseguiu provar com seus estudos é que um cérebro positivo processa o que ele chama de vantagem da felicidade. As pessoas positivas produzem mais e melhor do que pessoas negativas, têm menores períodos de estresse. Além disso, pessoas que desenvolvem pensamentos e crenças positivas têm um incremento de melhora significativa da criatividade, das habilidades cognitivas, do foco e atenção, da memória e até da capacidade de tomar decisões.

A conclusão foi de que todos os resultados positivos de quaisquer profissionais melhoraram. Um cérebro positivo apresentou resultados 31% melhores do que daquelas pessoas negativas. Vendedores têm uma melhora nos seus resultados em cerca de 37%, médicos chegam a ser 19% mais precisos em seus diagnósticos e mais rápidos.

Assim, pessoas positivas e felizes não apenas são mais produtivas como são mais bem-humoradas, mais resilientes, mais pacientes e tolerantes, além de manterem seus trabalhos e se sentirem mais satisfeitas por mais tempo.

Dr. Anchor sugere então exercícios diários para ativar um cérebro mais positivo. Para criar um hábito e conexões verdadeiramente positivas no cérebro, os exercícios devem ser feitos diariamente por, pelo menos, 21 dias consecutivos sem qualquer interrupção. O ideal é que se tornem parte da sua rotina diária para a vida toda. Veja as sugestões a seguir:

Escolha 3 coisas para agradecer por dia

Agradeça pelas coisas boas, bacanas, positivas que lhe aconteceram. Agradeça também as não tão boas, as perdas, as dores… Parece difícil e é um grande desafio, mas a grande diferença que isso vai fazer no seu cérebro é gigantesca. Mesmo diante de situações negativas, agradeça o livramento, o aprendizado, o tempo e o privilégio de ter convivido com quem se foi…

Journaling

Escreva como um diário o seu agradecimento pelo que viveu a cada 24 horas. Registre e, se quiser, compartilhe com seus colaboradores, colegas, família, na sua rede social ou simplesmente guarde para você. O importante é registrar e escrever porque o seu cérebro vai reter uma memória positiva.

Medite

Estudos comprovam que a prática de meditação ajuda enormemente pessoas com déficit de atenção e aquelas multitarefas que fazem várias coisas ao mesmo tempo sem serem necessariamente produtivas. A meditação melhora o foco, a atenção e, consequentemente, a produtividade.

Exercite

A prática de atividade física faz com que o corpo libere hormônios que são fundamentais para que o cérebro fica mais ativo e aumenta enormemente a sensação de bem-estar e humor, além de diminuir a ansiedade e melhorar até a libido.

Atos de gentileza

Pratique todos os dias, pelo menos, um ato de gentileza e generosidade. Dê a alguém um sorriso, um abraço, uma flor, uma bala, um chocolate, seu lugar no ônibus, um elogio, uma mensagem de carinho… enfim, pratique a gentileza.

Coaching e Empreendedorismo para Mulheres: Como empreender na vida e na profissão

Coaching e Empreendedorismo para Mulheres: Como empreender na vida e na profissão

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e estatística, o IBGE, entre 2013 e 2018, a população feminina brasileira deverá crescer 4.2%. Desde 2012, o número de mulheres é maior que o número de homens, e, desde a década de 1970 a atuação feminina em diversos setores cresceu e cresce vertiginosamente.

Na sociedade contemporânea, a mulher vem exercendo uma infinidade de papéis que vão desde a maternidade, vida conjugal, sexual e afetiva, responsabilidades domésticas e o protagonismo no mundo dos negócios. Desde tempos mais remotos, a multiplicidade de tarefas destinadas e naturais do feminino tem dividido espaço com a quebra de paradigmas, busca por igualdade de direitos, e, principalmente, respeito.  É uma mudança profunda numa sociedade de comportamento patriarcal que ainda não compreendeu, em muitos casos, que o papel da mulher deixou de ser apenas doméstico e de constituir uma família, mas que passou a ser também fundamental no crescimento econômico do país.

Entretanto, os desafios ainda são imensos porque a mulher tem que lidar com a dupla ou até tripla jornada, conciliando os afazeres domésticos, os cuidados com os filhos, com seu trabalho e profissão. Para muitas mulheres, o emprego não é a primeira opção, uma vez que ela preza por ter mais tempo e qualidade de vida. Empreender e ter o próprio negócio têm sido o caminho que algumas delas escolhem.

Em geral, o brasileiro é conhecido por ser um povo criativo e empreendedor. Entretanto, as estatísticas mostram que em média 60% das empresas fecham antes de completar 5 anos por falta de uma boa gestão. As mulheres têm, em geral, um perfil empreendedor diferente do homem e os desafios são inúmeros. Se conhecer em primeiro lugar e conhecer o que é empreender, quais os possíveis riscos e oportunidades de um novo negocio são fundamentais.

O processo de Coaching, que é essencialmente num processo de desenvolvimento pessoal, ajuda enormemente no que diz respeito ao autoconhecimento porque traz à tona as suas virtudes, mas também lhe ajuda a reconhecer e transformar as suas limitações e fraquezas. É um instigante e maravilhoso exercício que lhe guia por um caminho para que  alcance a realização que busca na sua vida pessoal e profissional.

Parece jargão ou lugar comum dizer que as pessoas mais bem-sucedidas são aquelas que fazem o que gostam, mas é a mais pura verdade. A grande questão, porém, é saber o que realmente você gosta e isso só é possível quando você verdadeiramente se conhece, sabe o que lhe dá prazer e consegue, inclusive, dizer não para aquilo que definitivamente vai lhe deixar insatisfeita, frustrada ou infeliz.

Autoconhecimento é algo perfeitamente possível de se desenvolver a partir do Coaching que permite que você busque as respostas para perguntas que possam lhe impulsionar a alcançar seus objetivos.

Parte importante deste processo é Identificar o seu perfil e desenvolver uma série de habilidades. Assim, o Coaching vai lhe ajudar a:

  • ter consciência de onde você está e aonde quer chegar;
  • saber como atingir seus objetivos e quais ferramentas usar;
  • descobrir como é o seu mapa mental e como transformá-lo no mapa mental de uma mulher realizada;
  • melhorar meus relacionamentos e ter pessoas que te apoiam e te ajudam a atingir meus objetivos;
  • desenvolver uma liderança positiva na qual as pessoas te respeitem e te sigam espontaneamente;
  • descobrir o que deve ser alimentado e como nutrir as relações para que sejam saudáveis;
  • sentir-se mais produtiva a partir de ferramentas de gestão de tempo e como fazer com que o tempo aja a seu favor ;
  • descobrir qual o seu propósito de vida;
  • transformar crenças limitantes em crenças potencializadoras;
  • reconhecer o papel do belo, da sensualidade e do amor. Como se tornar uma mulher verdadeiramente interessante que atraia a atenção das pessoas e o desejo de elas estarem perto de você.

E é possível desenvolver um perfil empreendedor? O Brasil é um país em desenvolvimento e, portanto, cheio de oportunidades para quem quer buscá-las e está atento às tendências do mercado e às inovações. O modelo de emprego CLT que conhecemos hoje está fadado a morrer e as relações de trabalho se transformarem ainda mais. Nessa onda, o empregado ou colaborador deverá ser muito mais um profissional liberal que definirá o seu plano de carreira e até a sua carga horária de trabalho à partir das suas demandas pessoais e do mercado. Neste sentido, cabe ao profissional identificar uma oportunidade e transformá-la em algo que lhe traga resultado. Empreender é executar e realizar algo. Neste sentido qual é o seu empreendimento? Não importa qual seja seu empreendimento, você pode fazer dele um projeto de Grande Sucesso.

Fundamental é conhecer técnicas e ferramentas de gestão que podem ser aplicadas em qualquer empreendimento. Entender conceitos e o perfil predominante de Empreendedores e intra-empreendedores, quais são os pontos divergências e congruência, saber utilizar o marketing pessoal a favor do seu negócio, conhecer as ferramentas de Modelo de Negócio e todos os atores que estão envolvidos para o sucesso do seu empreendimento ou da sua carreira e saber fazer uma boa gestão e planejamento financeiro da sua vida pessoal e do seu negocio são alguns dos aspectos que qualquer pessoa pode desenvolver e chegar num ponto de realização pessoal e de sucesso profissional enormes.

Pode crer, se autoconhecer e autodesenvolver vale muito a pena.