por Cris Ferreira | abr 12, 2017 | Artigos
No dia 01 de abril, lancei um desafio de 21 dias de autoconhecimento e autoestima para mulheres. Nestes 21 dias, desafio as mulheres a despertarem em si as virtudes das 7 deusas gregas que representam os arquétipos femininos.
Foi a médica e psiquiatra, Dra. Jean Shinoda Bolen, quem agrupou os 7 arquétipos femininos da mitologia grega em três categorias: As deusas virgens: Artemis, Atena e Héstia; as deusas vulneráveis: Hera, Demeter e Perséfone e a deusa alquimia ou transformadora que é Afrodite.
Na verdade, as deusas são a representação dos arquétipos femininos. O conceito de arquétipos surgiu em 1919 com o discípulo de Freud, Carl Gustav Jung. Segundo ele, os arquétipos são uma repetição progressiva de geração em geração. São crenças e comportamentos que armazenamos, o famoso Inconsciente Coletivo.
Os Arquétipos são fontes dos nossos padrões emocionais, de nossos pensamentos, sentimentos, instintos e comportamentos. Os arquétipos femininos estão muito ligados a tudo o que pensamos e como nos comportamos. As deusas gregas são a representação dos arquétipos femininos. O conceito de arquétipos surgiu em 1919 com o discípulo de Freud, Carl Gustav Jung. Segundo ele, os arquétipos são uma repetição progressiva de geração em geração. São crenças e comportamentos que armazenamos, o famoso Inconsciente Coletivo. À medida que conhecemos os arquétipos, conhecemos a nós mesmas.
O termo virgem nos arquétipos não está ligado à virgindade sexual. As deusas virgens têm como características serem mulheres independentes, que não pertencem ou são “impetráveis” ao homem, que não dependem da aprovação de um homem e se sentem meio que “autossuficientes”. Artemis e Atena são arquétipos de mulheres voltadas para o exterior e autorrealização. Já Hestia, voltada para o seu interior. Enquanto Artemis representa o corpo sempre em movimento, Atena a mente reflexiva, Héstia é o símbolo da introspecção e do coração, do que está no centro.
As deusas vulneráveis que são Hera, Demeter e Perséfone. Sao vulneráveis porque dependem de relacionamentos, estão e precisam estar ligadas a alguém. Hera representa a esposa, mulher muito ligada ao marido, ao companheiro. Demeter representa a mãe, extremamente ligada aos filhos. E Perséfone representa a filha ligada à mãe.
A deusa alquímia é Afrodite, a deusa do amor, e tem a consciência focada e receptiva. Alterna nas características e aquela que está ligada à beleza, atração erótica, sensualidade, sexualidade e vida nova. Afrodite á mulher que procura intensidade nos seus relacionamentos.
Hoje, quero sugerir que comecemos uma série de artigos, com o despertar de uma deusa por mês. Sugiro que comecemos com Atena que é filha de Zeus, o deus de todos os deuses, e não conheceu sua mãe, Métis. Segundo a mitologia grega, Atena nasceu da cabeça de Zeus e, por isso, já nasceu adulta. Atena é a deusa da sabedoria e das artes. É também o símbolo da guerra. Mas é uma mulher que luta com as armas da inteligência e da estratégia. As mulheres tipo Atenas são lógicas, estrategista, racionais, práticas, desinibidas, seguras, não se deixam levar por emoções e sentimentos.

O nosso cérebro possui dois hemisférios, o lado esquerdo, que bem a grosso modo, seria o que controla os pensamentos mais analíticos, mais racional, e o lado direito, o lado mais criativo, mais emocional. Somos pessoas saudáveis e inteiras. Portanto, temos um cérebro que tem estes dois lados que se completam. A primeira crença que devemos eliminar de nossas vidas é a de que mulher é emocional e homem é racional. Ambos, temos a capacidade de desenvolver as habilidades que quisermos.
Outra informação interessante é a de que o cérebro é responsável por todas as atividades que executamos no nosso corpo? Você sabia que antes de fazer qualquer movimento, em algumas frações de segundo o cérebro sabe qual será o movimento que você vai fazer? Um trabalho realizado em 2008, pelo psicólogo Benjamin Libet, em um experimento hoje considerado clássico, mostrou que uma região do cérebro envolvida em coordenar a atividade motora apresentava atividade elétrica uma fração de segundos antes dos voluntários tomarem uma decisão – no caso, apertar um botão. Estudos posteriores com voluntários corroboraram a tese de Libet, de que a atividade cerebral precede e determina uma escolha consciente. Isso quer dizer que se você tiver diante de um brigadeiro e de um bombom de morango, antes de escolher qual vai colocar na boca, o seu cérebro ja sabia qual você iria escolher.
Emoções e sentimentos são duas coisas diferentes. As emoções como medo, raiva, tristeza, alegria fazem parte da natureza humana e são essenciais até para a nossa sobrevivência. As emoções são inconscientes e involuntárias. Não podemos controlá-las. Se você vir o seu namorado ou marido beijando uma outra mulher, vai ficar com as pupilas dilatadas, sudorese, rubor na face, um aperto no coração… A partir dai, você pode sentir raiva, tristeza, nojo… Mas, o que você vai fazer com essas emoções e como vai transformá-las em sentimento é diferente. Você pode sentir uma vontade enorme de sair correndo, você pode sentir vontade de voar no pescoço daquele homem ou daquela mulher, você pode se aproximar elegantemente do casal e dizer elegante para o “bofe”: já vai tarde ou “quem gosta de carniça é urubu. Faça bom proveito, querida!”. Enfim, administrar nossos sentimentos e nossas ações é um processo de autoconhecimento, consciência e “inteligência” .
Eu vou te contar o que aconteceu comigo quando descobri que só tinha 5% da visão do olho direito causado por um descolamento de retina. Ao receber a noticia, fiquei obviamente triste e preocupada. Imediatamente, o médico disse que faria o mesmo exame no olho esquerdo. Ai, me disse que o olho estava muito saudável e a visão, ótima. Naquele momento, meu foco mudou completamente. Me senti feliz e grata demais por ter um olho saudável que me permite enxergar e realizar minhas atividades cotidianas sem dificuldades. Ou seja, ressignifiquei a minha realidade, ao meu ver com sabedoria. Entrei nessa guerra com um aliado que é o meu olho esquerdo saudável e lutei contra a revolta, a frustração, a tristeza que poderiam ter me abatido.
O nosso cérebro nos dá algumas frações de segundos para que possamos decidir como vamos agir. Por isso que sempre que vamos tomar uma decisão importante não devemos fazer por impulso. Se pararmos por um momento, respirarmos fundo e até interrompemos uma discussão para tomar uma água, muitas das nossas decisões seriam diferentes e mais acertadas.
O despertar de Atena é o despertar da consciência, da inteligência, da estratégia que nos ajuda a fazer as coisas com muito mais benefícios para nós mesmas. Bora despertar a Atena que ha em nós?
por Cris Ferreira | mar 15, 2017 | Artigos
Se o que entendemos como sucesso está ligado à prosperidade financeira e à ascensão profissional, esta ainda é uma realidade mundial. Na lista das 30 pessoas mais ricas do mundo, segundo a Bloomberg de setembro de 2016, encabeçada por Bill Gates com um patrimônio de U$72.9 bilhões, apenas 3 mulheres aparecem. Em 9º lugar, está a herdeira do grupo WalMart, Christy Walton com uma fortuna de U$36.5 bilhões, seguida de Liliane Bettencourt da L’Oreal com U$31,9 bilhões e em 29º, Jacqueline Mars, herdeira do grupo Mars. No Brasil, a primeira mulher a aparecer na lista dos 30 mais ricos do Brasil ocupa o 17º lugar e é Maria Helena de Moraes Scripilliti, herdeira de Antonio Pereira Ignacio, fundador do grupo Votorantin. Assim como acontece com todas as “minorias” das sociedades mundo a fora, muitas das oportunidades que foram concedidas aos homens e brancos, chegaram tardiamente para as mulheres e negros/as. E só foram conquistadas com movimentos de luta que hoje colhem alguns frutos e caminham para maior igualdade de direitos humanos, principalmente em países ocidentais.
No Brasil, as mulheres só tiveram direito de frequentarem uma escola nos anos de 1827 e só entrarem para uma universidade em 1879. Atá então, lugar de mulher era literalmente na cozinha e no lar. A imagem da mulher bela, recatada e do lar era o que se valorizava e a mulher era excluída até das conversas onde os homens estavam. A mulher era educada para ser “prendada” do lar e servir ao homem sempre com discrição. Apesar de ter travado uma luta que se arrasta por décadas e ter conquistado direitos como o de votar, participar de olimpíadas e até de se alistar ou fazer concursos para funções historicamente ocupadas apenas por homens como juízes e delegados, o Brasil (e o mundo) ouviu o discurso do presidente Michel Temer em que ele diz: “Tenho absoluta convicção, até por formação familiar e por estar ao lado da Marcela, do quanto a mulher faz pela casa, pelo lar. Do que faz pelos filhos. E, se a sociedade de alguma maneira vai bem e os filhos crescem, é porque tiveram uma adequada formação em suas casas e, seguramente, isso quem faz não é o homem, é a mulher […] ela é capaz de indicar os desajustes de preços em supermercados e identificar flutuações econômicas no orçamento doméstico”. A fala do presidente foi criticada não só nas nossas terras, mas também pela imprensa internacional como CNN, El Pais, The New York Times, The Telegraph, The Independent entre outros que ressaltaram o quanto o presidente foi infeliz em sequer reconhecer a importância da data que celebra a luta histórica por igualdade de direitos em todo o planeta.
Um posicionamento machista como do presidente, o comportamento preconceituoso e desrespeitoso com as mulheres estão impregnados na nossa sociedade. Maior que a luta pelos direitos, muitos dos quais ja estão garantidos pela constituição, que foi um grande avanço no que diz respeito à igualdade de direitos humanos, descrita na carta magna de 1988 e que foi uma conquista da luta de movimentos feministas, é a luta cultural. Dia a dia, nos deparamos com ataques e violência contra a mulher das mais variadas formas. Não bastasse a violência fisica, moral, psicológica, patrimonial que muitas mulheres enfrentam dentro de suas próprias casas e de todos os tipos de assédio nos ambientes de trabalho, independentemente de classe social, cultural ou financeira, a mulher é violentada cotidianamente com musicas que fazem dela um objeto de prazer, descartável e disponível que não tem o menor valor, piadas de extremo mal gosto e cunho altamente machistas, propagandas de produtos dos mais variados, e por aí vai…
Mais estarrecedor ainda é o fato de que o machismo não é um “privilégio” dos homens, mas sim de muitas mulheres que replicam as crenças e comportamentos de que a mulher é inferior ao homem e, por isso, deve aceitar ser subjugada, desvalorizada e mal tratada. O machismo que começa na infância quando o menino não pode brincar de casinha nem de boneca e, portanto, reforça o modelo de que homem não pode participar dos afazeres domésticos nem dos cuidados na criação do filho, também proíbe a menina de ganhar um carrinho ou caminhão e reforça a sua impossibilidade de poder atuar em profissões ou tarefas ditas masculinas.
Obviamente que muitos destes paradigmas foram quebrados e muitos pais e mães têm lutado para criar seus filhos com a maior igualdade possível. Obviamente também que muito do comportamento mais culturalmente sem preconceitos de mulheres e homens e da ascensão da mulher em inúmeros segmentos da sociedade se deve às lutas que foram travadas mais fortemente nos anos de 1920, 1960, 1970 quando as mulheres precisavam queimar sutiãs em praça publica ou se fazerem passar por homens para poderem participar como atletas dos jogos olímpicos ou conseguirem algum emprego. Se hoje, podemos frequentar uma faculdade, atuarmos em varias frentes profissionais e até ter o direito de ir e vir é graças aos movimentos feministas, muitos dos quais contavam com a participação e apoio dos homens.
O tempo dos movimentos feministas onde a força física era predominante e impulsionadora da economia ficou para trás com a revolução pós industrial. A maior força de trabalho desde então, e cada vez mais, é a intelectual. Não precisamos mais nos masculinizar porque a economia se move com as cabeças pensantes de pessoas que inovam, que arriscam, que estudam, que se qualificam, que prezam e valorizam a estética, o conforto, o belo, com líderes que reconhecem o valor do ser humano como seu maior ativo e entendem que o cuidado com os seus colaboradores e com o bem- estar físico, emocional e psicológicos destes é o que dá mais retorno e lucro para as empresas.
Estudos da Neurociência têm provado que muito pouca ou quase nenhuma diferença há entre o cérebro de uma mulher ou um homem, ou seja, no que diz respeito à cognição não há que se falar que homens são mais inteligentes ou muito mais racionais que as mulheres, o que justificaria uma maior ascensão financeira, econômica e profissional do homem e de sociedades mais masculinas. Está comprovado que o cérebro humano de homens e mulheres possuem ambos os dois hemisférios, esquerdo e direito. Portanto, se ambos temos o lado racional e o lado emocional do cérebro, usar ou desenvolver mais um lado do que o outro é uma questão muito mais cultural e ambiental do que biológica. Meninos criados por educadores, sejam eles pais, professores ou até lideres, que lhes permitam expressar suas emoções, por exemplo, para os quais nunca se diz que homem não chora ou que chorar é coisa de “mulherzinha” se tornam homens muito mais sensíveis e empáticos. Meninas que são criadas por educadores que lhes dizem que elas podem aprender qualquer coisa, que são permitidas brincar com caminhão ou ajudam o pai a trocar um pneu ou colocar os tijolos do muro da casa, são capazes de desempenhar qualquer função e fazer cálculos muito bem feitos.
O país com maior índice de igualdade no mundo, a Islândia, começou o movimento feminista e foi marcado por enorme protesto no dia 24 de outubro de 1975 quando mais de 25.000 mulheres foram às ruas pelos seus direitos e 90% das mulheres de todo o pais parou numa greve nacional não só nas empresas, mas também dentro de casa quando as mulheres deixaram de cuidar dos afazeres domésticos. Neste dia, não houve sequer comida para os maridos e o país inteiro foi obrigado a reconhecer a importância do trabalho da mulher em que ambiente fosse. O protesto também foi marcado pela luta das mulheres para maior participação na política. Em 1999, mais de um terço do parlamento é representado por mulheres. Hoje, mais de 80% das mulheres da Islândia trabalham fora graças a um programa de cotas, 65% dos universitários são mulheres, mas ainda têm desigualdades para lutar. Apenas, 22% dos gerentes de empresas são mulheres e elas ganham em média 14% menos que os homens.
No Brasil, muito já avançamos. Já somos também em maior número de universitárias, já ascendemos em profissões predominantemente masculinas, já há, embora em números modestos, muito homens que participam ativamente e igualmente nos afazeres domésticos e na criação e cuidados com os filhos. Porém, em recente estudo realizado em 145 países, o Brasil ocupa o vergonhoso 85º lugar no ranking de desigualdade de gênero. Estamos atrás dos nossos vizinhos, Chile, Argentina, Panamá, Uruguai, México e, pelo menos, outros 84 países. A mulher brasileira faz de 2 a 3 jornadas de trabalho diário, incluindo a jornada domestica. Os salários são ainda em média 30% menores do que de homem que exerce a mesma função. Dos assassinatos contra a mulher 33% são categorizados como feminicídio, e mais da metade praticados pelos cônjuges, companheiros ou pais.
O que o Coaching e empreendedorismo têm a ver com isso? Como podemos avançar para ocuparmos os primeiros lugares da igualdade? Acredito que não há outro caminho que não seja o EMPODERAMENTO das mulheres, começando com o empoderamento das meninas com pais que criem seus filhos e filhas com mais igualdade, com escolas que lhes eduquem nas ciências exatas, assim como educa os meninos e os eduquem nas ciências humanas, assim como educam as meninas. Mas, para você mulher que já é adulta, que tem crenças que te limitam e te fazem acreditar que não é capaz, que está com autoestima muito baixa porque tentou uma vida inteira se enquadrar num modelo que não lhe cabe, que ainda não sabe fazer a gestão do tempo compartilhada com seu companheiro ou o pai dos seus filhos, que não sabe negociar seu salário e seu valor porque não reconhece seu valor e não é autoconfiante o suficiente, o Coaching pode te ajudar muito e juntas podemos multiplicar uma nova cultura e novos comportamentos.
E o empreendedorismo? Este deveria estar na grade do ensino fundamental. Meninos e meninas que deveriam estar aprendendo a fazer gestão desde a gestão financeira das suas mesadas. A mentalidade e o comportamento empreendedor não so é uma porta de libertação e independência para muitas mulheres que não têm condições de conseguir um trabalho, seja por nenhuma ou pouca qualificação, seja por falta de estruturas como ter com quem deixar seus filhos. O empreendedorismo é também a formação de uma mentalidade de pessoas que pensam fora da caixa, de pensam e inovam, que não tem medo de arriscar, que são determinadas e obstinadas. Empreendedoras que podem fazer uma grande transformação nas suas vidas e de seus dependentes abrindo seus próprios negócios, mas intra-empreendedoras também que podem contribuir com novos negócios ou produtos nas empresas que trabalham.
Mulher, agradeça às e aos feministas do mundo inteiro e reverencie àquelas e àqueles que chegaram a perder suas vidas para nos deixar um legado. Os movimentos feministas tiveram e ainda têm um papel importantíssimo na evolução da humanidade e de muitos países. Ao contrário do machismo que é o pai de todos os preconceitos, o feminismo é a mâe de todos os movimentos de libertação desde os movimentos trabalhistas contra trabalhos escravos ate os movimentos LGBTQ. Que possamos ainda deixar um legado para que as próximas gerações não precisem mais discutir questões de gênero porque as diferenças não mais existirão e o que prevalecerá serão os direitos iguais para todos os Seres Humanos. Enquanto não chegamos lá, ainda precisamos parar no dia 08 de março em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres. Para você, mulher, meu respeito e meu forte abraço.
por Cris Ferreira | jan 18, 2017 | Artigos
Imagine que você ocupa um cargo para o qual foi contratado por tempo determinado. Antes do prazo terminar, você envia uma mensagem para seu superior e lhe pede uma reunião para discutirem a sua saída e a definição de quem assumiria sua posição. Entretanto, o seu superior não se manifesta, não lhe sinaliza qualquer intenção nem nome. Vocês conversam pessoalmente, mais uma vez, você expressa a necessidade de marcarem uma reunião o quanto antes. Seu superior lhe pede que passe as festas de final de ano e promete lhe contatar no inicio do próximo ano. Entretanto, logo na segunda semana do ano, você é surpreendido com um post no facebook daquele que seria seu sucessor já informando que havia tomado posse de seu cargo. Você confere todos os seus emails, seu whatsapp, msn, messenger, ligações telefônicas para se certificar de que realmente não foi oficialmente afastado do cargo.
Essa história parece a cena de uma novela, mas acontece na vida real. Estamos vivendo um momento de muito questionamento da população brasileira, em especial, sobre a conduta e postura de nossas lideranças. Os veículos de comunicação se ampliaram e não há mais quaisquer desculpas que nos permitam dizer que não houve como contatar uma pessoa. É perceptível que as pessoas têm evitado contatos presenciais e o famoso olho no olho. Não são raros os casos em que as pessoas conseguem se comunicar ou se expressar pelas redes sociais, mas apresentam um estado quase catatônico quando estão frente à frente com alguém. Mas, definitivamente, qualquer tipo de omissão, atitude não ética ou conduta inadequada por parte de um líder não pode e não é mais aceita.
Segundo o autor e conferencista, John Maxwell, no seu livro os “Os 5 níveis da liderança”, o líder é seguido e respeitado pelos seus colaboradores de forma diferente dependendo de em qual degrau dessa liderança ele está. Para ele, o primeiro degrau é o degrau “Posição” no qual a palavra chave é Direito. Se o líder está neste degrau, as pessoas só o seguem porque ele tem um crachá, um cargo, uma posição. Essa pessoa não é necessariamente respeitada nem admirada porque o respeito está ligado apenas à sua posição. Assim, este líder também terá junto a si as piores pessoas do mercado. Pessoas que têm como única motivação o que lhes trará benefícios próprios ou até mesmo um salário no final do mês.
No segundo degrau da liderança, a palavra-chave é relacionamento e o degrau é o degrau da “Permissão”. Neste degrau, as pessoas seguem o líder porque ele desenvolveu relacionamento e empatia com seus coordenadores. As pessoas o seguem porque desejam e porque o líder os influencia e os cativa com o relacionamento e confiança que construiu. O terceiro degrau é o da “Produção”. Estes líderes estão na posição que estão porque fizeram acontecer e atingiram resultados para a empresa. Seus colaboradores estão com ele porque tem um apurado senso de comprometimento com os resultados e se sentem coparticipantes. Este é um líder que está verdadeiramente junto da sua equipe.
O quarto nível é o nível do “Desenvolvimento de Pessoas”. O líder que alcança este degrau ja passou pelo degrau da produção e entende que sua hora de desenvolver pessoas e até de formar sucessores. O maior ativo da empresa para estes líderes são as pessoas e entendem que quando o foco deixa de ser apenas o resultado e passa a ser o desenvolvimento das pessoas, o resultado consequentemente passa a ser bem maior. E poucos líderes conseguem atingir o último degrau da liderança que é o “Ápice”. A palavra-chave desse nível de liderança é Respeito. Este líder é seguido por ter construído um história baseada na ética, no compromisso, no respeito às leis e às pessoas, no cuidado, na retidão, na transparência e no amor ao seu trabalho, à organização e, acima de tudo, às pessoas. Estes líderes são admirados porque têm uma carga de experiência acumulada. São pessoas que deixam um legado que transcende sua passagem pelas incorporações ou instituições. São líderes que elevam as pessoas a patamares mais elevados e transformam positivamente as pessoas.
O caso deste líder que usa sua posição e seu cargo arbitrariamente sem ter o menor respeito pelo profissional e ser humano, sem respeitar a ética e sem seguir os trâmites legais ou as condutas organizacionais é típico de um líder que usa sua posição para passar por cima de quem estiver no seu caminho. O colaborador que só teve conhecimento que não mais ocupava aquele cargo pelo Facebook usou a mesma ferramenta para entregar seu cargo ao seu superior. O que muda em tempos de redes sociais e da democratização da informação é que as pessoas, todas elas, também se apropriam destes meios para se expressarem. Os fatos saem para o lado de fora dos muros das organizações e as práticas que tentam ser feitas às escuras, sem transparência e sem a comunicação adequada caem na rede e se viralizam.
Em qual degrau você quer estar? Quais são os caminhos que quer trilhar e qual o legado quer deixar na sua vida profissional e na sua passagem por este planeta? A escolha e a forma como conduz as suas relações são todas suas.
por Cris Ferreira | jan 17, 2017 | Artigos
Auto quer dizer próprio, si mesmo, que está ligado ao eu. Em inglês, self. Na psicologia, o self pode ser consciente ou inconsciente. Self é o ego, a personalidade, o eu, o indivíduo. O psiquiatra e psicoterapeuta, Carl Gustav Jung, definiu Self como sendo o arquétipo central do indivíduo, é o centro da psique.
Já a palavra sabotagem tem origem francesa. Diz-se que a palavra vem de “sabot”, palavra francesa que dá nome a um sapato com sola de madeira, um tamanco. Uma versão não confirmada historicamente, mas pelo menos curiosa, é a de que durante as disputas trabalhistas na Europa no início do século XX, os trabalhadores jogavam os tamancos nas máquinas para estragá-las e interromper a produção.
Autossabotagem é, portanto, a capacidade que temos, consciente ou inconsciente de estragarmos a nós mesmos, ou seja, atitudes que tomamos ou deixamos de tomar que nos prejudicarão inevitavelmente. Uma das mais comuns manifestações de autossabotagem é a procrastinação, o deixar sempre para depois o que deveria ser feito aqui e agora. A procrastinação é por si uma forma de nos auto prejudicarmos e que acarreta, muitas vezes, consequências sérias e prejuízos materiais e imateriais. Quando você não paga uma conta que deveria pagar por preguiça ou desorganização, por exemplo, vai acabar tendo que pagá-la com juros e correção e, em alguns casos, ter até o serviço interrompido.
Um exemplo típico e fácil de entender é a famigerada dieta. Eu sei que preciso emagrecer, que me sinto mais disposta, mais bonita, com a autoestima mais elevada quando emagreço, mas não faço a dieta, assalto a geladeira de madrugada, digo a mim mesma que será a última vez que comerei aquele generoso bolo de chocolate e que começarei na segunda-feira. Chega a segunda-feira, e não resisto ao file à parmegiana com bastante muçarela servido no almoço.
Nas minhas práticas como Coach e treinadora de líderes de empresas de todos os portes, tenho me deparado com pessoas que não entendem porque algumas não crescem e não avançam na carreira enquanto outras têm uma jornada invejável de crescimento e ascensão. Em primeiro lugar, o que observo empiricamente é que as pessoas se auto enganam e se autossabotam contando histórias para si mesmas que as convencem não serem tão merecedoras ou que lhes apontam muito mais perdas do que ganhos.
Certa vez, me deparei com um rapaz analista de uma multinacional, extremamente dedicado e competente no seu ofício. Como trabalhava para uma multinacional sabia que para ascender precisaria estudar inglês e ficar mais fluente. Teve inclusive a oportunidade de fazer o curso na própria empresa, mas informou ao chefe que no horário das aulas, que eram apenas duas vezes na semana, teria que levar os filhos na escola, sem pensar em nenhuma outra alternativa possível, como por exemplo, levá-los um pouco mais cedo. Dedicado aos seus afazeres, nunca arrumou tempo para se aperfeiçoar, fazer uma pós-graduação, cursos de extensão, nada que o qualificasse mais e lhe permitisse galgar caminhos que o levassem a estágios mais elevados. Sentia-se pouco valorizado porque via pessoas mais novas de casa que ele sendo promovidas.
Em uma determinada ocasião, surgiu a vaga que desejava. Deveria atualizar seu curriculum e aplicar para a vaga. Todos os dias, aparecia uma desculpa nova e só conseguiu sentar para reescrever o CV na véspera do prazo que deveria entregá-lo. No dia da entrevista, passou mal com uma terrível diarreia e não compareceu.
Este é um caso típico de autossabotador. Consciente e inconscientemente, ele fez de tudo para que a promoção não chegasse a ele. O desejo que dizia ter de ascender na carreira e dentro da empresa é infinitamente menor ao medo da mudança. Inconscientemente, o medo da perda de certas amizades e relacionamentos; medo da perda de tempo livre; medo das novas responsabilidades, etc.
Portanto, eliminar o autossabotador que há em nós requer trazer à consciência o que nos aflige e nos ameaça. Nos autoconhecer e fazer perguntas a nós mesmos é um bom começo para nos libertarmos destas amarras. Observe qual é ou quais são as histórias que você conta a si mesmo. Que tanto verdadeiramente deseja o que deseja. Sou capaz de apostar que tudo que realmente desejou na vida, realizou vencendo todo e qualquer obstáculo.
Não jogue o tamanco na máquina que lhe dará o sustento que tanto precisa. Seja feliz e honesto com você mesmo em primeiro lugar.
por Cris Ferreira | nov 23, 2016 | Artigos
Calma! Não precisa ficar brava e me dizer que eu não entendo a realidade de muitas mulheres que são vítimas de todo tipo de violência ou que não estou querendo enxergar nem ser empática com milhares de mulheres que são assediadas, desrespeitadas ou violentadas.
Em primeiro lugar, quero que saiba que pessoalmente já sofri todo tipo de violência, emocional, psicológica, moral e até física. E é por isso que me sinto à vontade para lhe dizer que sair do papel de vítima pode ser difícil, mas é vital não só para você, mas para as pessoas que convivem com você e te amam. Muitas de nós não conseguem enfrentar ou se livrarem de relações ou sentimentos que as aprisionem e precisam de ajuda de profissionais como terapeutas ou coaches. Não aceitar o papel de vítima é uma decisão que exige coragem, determinação, quebra de crenças e paradigmas, autoconhecimento e um alta dosagem de autoestima.
Comece avaliando suas crenças. No que é que você acredita? Você acha que não é boa o suficiente, que precisa do outro para ser feliz, que so será feliz o dia em que o outro mudar, que precisa atender as necessidades do outro antes das suas, que felicidade não é coisa para você…? As crenças são poderosas destruidoras da nossa autoestima e reforçá-las nos enfraquece cada vez mais, nos colocando no lugar da oprimida.
Mas, há também o outro lado da vitima. Aquela que está na zona de conforto e ser vítima lhe deixa ainda mais confortável porque justifica todas as suas mazelas, sofrimento e “má” sorte pelo que o outro faz ou pelo que o Universo conspira. Nesse perfil, estão aquelas pessoas que têm crenças do tipo: na minha empresa os homens não deixam as mulheres crescerem, o meu companheiro não gosta que eu trabalhe até tarde, o Brasil é um pais muito machista e mulher não tem chance, por mais que eu trabalhe nenhum homem vai me promover. Acreditar nessas coisas tira da vítima qualquer possibilidade de transformação e mudança. Ai, ela não toma nenhum tipo de atitude para mudar a sua realidade.
Um dos casos mais emblemáticos e importantes na história de violência e de uma mulher que só conseguiu transformar a sua história e de milhares de outra é o da farmacêutica cearense, Maria da Penha Maia Fernandes, que viveu anos sendo violentamente agredida pelo seu companheiro. Numa luta incansável, quando decidiu não mais aceitar o papel de vitima e que deveria tomar as rédeas daquela situação que chegou a deixá-la paraplégica, Maria da Penha conseguiu que seu ex-companheiro fosse condenado a 8 anos de prisão e foi quem inspirou a criação da lei que leva seu nome e que aumenta o rigor das punições sobre crime domésticos. Maria da Penha é uma mulher de 71 anos de idade, símbolo daquela que se empoderou, conquistou autoestima e ocupou os espaços através de sua própria luta.
Combater as crenças que te enfraquecem, te colocam em situação de inferioridade e façam com que você aceite muito menos que merece é o primeiro passo para as suas conquistas. O primeiro passo é o caminho do autoconhecimento. Você já se perguntou se quer ser vítima ou autora da sua vida? Que autoridade você tem para decidir que caminho tomar? Você tem capacidade de transformar todas essas crenças limitantes em crenças poderosas e crenças de fonte que saciem a sua vontade de ser feliz e de conquistar os seus espaços?
Que tal começar agora a escrever a sua história de 2017 como uma mulher verdadeiramente empoderada? Que tal começar por dizer e acreditar que você é boa o suficiente; que merece e quer ser feliz; que o seu sucesso depende de você; que quando você mudar, tudo e todos vão mudar também.
Pode acreditar, amiga! A minha história mudou e as minhas relações mudaram. Sou autora e adoro escrever o livro da minha vida. Ser empoderada é saber fazer escolhas. Por isso, para começar 2017, sugiro que você escreva numa folha de papel, tudo que você quer preservar e manter na sua vida (as coisas materiais ou não), tudo que quer eliminar definitivamente, tudo que deseja e merece receber e tudo que quer doar. Limpe seu armário, sua casa e sua mente. Purifique-se e se transforme numa nova mulher. Olhe-se no espelho e diga: Eu me amo, eu me respeito, eu mereço ser feliz.